Conheça os segredos para correr 7 Maratonas nos 7 Continentes e mais uma no Polo Norte

Porto, Nova Iorque, Cidade do Cabo, Buenos Aires, Antártida, Angkor Wat, Perth e Polo Norte. Sonha correr uma ou algumas (ou todas…) destas provas, sonha correr 7 Maratonas nos 7 Continentes (mais Polo Norte)? Saiba os segredos de cada uma segundo João Bandeira Santos, o mais novo integrante do seletivo Marathon Grand Slam Club.

 

Das provas que referiu, poderia escolher uma palavra para definir cada corrida?
Porto: Acolhedora
Nova Iorque: Multidão
Cidade do Cabo: Paisagem
Buenos Aires: Diversidade
Antártida: Aventura
Angkor Wat: Mistério
Polo Norte: Limite
Perth: Descontração

correr 7 Maratonas nos 7 Continentes teve a África do Sul como cenário
A medalha da Maratona da Cidade do Cabo, na África do Sul

E conselhos para cada uma? O que é obrigatória ter em conta para correr 7 Maratonas nos 7 Continentes?
No Porto, o conselho é escolher um bom restaurante para a véspera da prova.

Em Nova Iorque, a tentação é andar nos dias anteriores e devorar a cidade de um lado para o outro. É importante poupar as pernas e dormir bem no dia antes da véspera da corrida. A noite anterior à prova é curta porque a logística do transporte para o local da partida (Staten Island) exige levantar muito cedo. Normalmente, em Nova Iorque, o primeiro domingo de Novembro já está algum frio e vento, pelo que recomendo levar alguns agasalhos para o tempo de espera na zona de partida.

Na Antártida e no Polo Norte existem diversos perigos do frio extremo, como flebites, congelamento da córnea, etc. Portanto, durante a corrida, é absolutamente fundamental estar atento aos sinais do corpo, nomeadamente sinais de congelação, cansaço e a gestão do esforço. A estas temperaturas o corpo consome cerca de três vezes mais calorias.

Em Angkor Wat há que ter muita atenção à desideração. A temperatura e humidade muito elevadas, combinadas com um sol tropical impiedoso, é arrasador. Beber muita água e levar eletrólitos.

Em Cape Town é importante manter um ritmo inicial bastante moderado porque as subidas começam depois dos 25 km.

Em Perth e Buenos Aires temos viagens muito longas a partir de Lisboa. É indispensável viajar com alguma antecedência para evitar o cansaço dos voos e o jetleg.

Obrigatário em todas ela é apreciar a beleza dos locais e viver o espírito de aventura.

A dificuldade de correr 7 Maratonas nos 7 Continentes

Qual aquela que lhe deu mais prazer em correr e qual a que mais custou? Porque?
A Maratona que tive mais prazer foi a “Antarctic Ice Marathon”. Pela novidade dos preparativos, pelo local da corrida e pela aventura fantástica que vivi com um grande amigo.
A maratona que mais me custou foi em Angkor Wat, no Camboja, com mais de 40ºC e com HR 85%… Foi fisiologicamente muito dura. A verdade é que tenho mais tolerância ao frio…

Está nervoso por receber a medalha na sexta-feira?
Nervoso não sei, eu diria muito contente.

Buenos Aires fez parte do objetivo de correr 7 Maratonas nos 7 Continentes
João Bandeira Santos no continente sul-americano

O que representa essa distinção, a de correr 7 Maratonas nos 7 Continentes?
A medalha tem um significado muito especial pelo sentimento de missão cumprida de correr nos sete continentes e Oceano Ártico no Polo Norte, sendo assim o primeiro português a pertencer ao restrito grupo de corredores do “Marathon Grand Slam Club”, apenas cerca de 100 pessoas em todo mundo.

E agora?
O local da corrida para mim é muito importante. Há corridas em locais incríveis ainda para fazer e novas aventuras por viver.

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Pedro Alves

Pedro Alves

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