Corra sem gastar dinheiro

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Cansado de pagar dezenas ou centenas de euros por provas de corrida? Há uma solução, já que Miguel Lopes, de 39 anos, criou um blog, que hoje é site (veja aqui), sobre provas de corridas gratuitas (ou inscrição até cinco euros). «Os preços das corridas estão excessivamente altos, mas tenho reparado, com o aumento de provas de estrada e de trail, que as organizações têm tido um maior cuidado com o valor pedido pelos seus eventos», defende.

 

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Quando começou a correr?
A corrida entrou na minha vida em 2011 , quando o peso já era elevado. Comecei a treinar com amigos, mas o início foi penoso, cansativo e com muitas dores de pernas. Pouco depois surgiu um desafio, os 11 km da Corrida do Avante. Acredito que, para iniciante, a prova até correu bastante bem, alcancei um tempo razoável.

Mas corre com regularidade?
Confesso que nunca fui muito consistente com os treinos, sempre achei mais interessante as provas. Sentir adrenalina a subir, o nervosismo da partida, estar com os amigos e sentir o gosto por ter terminado mais uma prova….

Qual os seus melhores tempos nos 10 km, Meia-maratona ou Maratona?
Nos 10 km nunca consegui sair dos 47 minutos, mas a verdade é que nunca fui muito rigoroso em querer fazer melhores tempos. Nunca fiz uma maratona. A minha única experiência em longas distâncias foi o Trail de Almourol, de 42 km, com o tempo de 6h30.

Tem alguma prova especial, uma que não esquece?
Talvez a I Corrida das Vindimas Torres Vendas 2015, com uma descida de 3 km deslumbrante, uma vista de luxo sobre as vinhas. É para repetir e recomendo.

O que a corrida trouxe para a sua vida?
A corrida trouxe algo bastante enriquecedor na minha vida, que foi conhecer bastantes atletas humildes e sempre com vontade de nos querer ensinar algo para os nossos treinos, sempre com palavras de encorajamento para continuar, mesmo quando os resultados não são os melhores.

Como surgiu a ideia de criar o blog e, depois, o site?
O site apareceu quando detetei uma lacuna nas plataformas já existentes de calendários de provas. Há ainda pouca informação ou quase nenhuma sobre as provas gratuitas. Por isso, decidi criar primeiro um blog de provas gratuitas, em 2014. Mas hoje é um site, com mais informação sobre as provas gratuitas que decorrem pelo país afora.

Qual a filosofia do mesmo?
Pode-se dizer que a filosofia é dar a conhecer aos atletas a existência de provas sem grandes custos, mesmo gratuitas, dar um pequeno incentivo aos novos atletas para se iniciarem em provas mais pequenas antes de saltarem para as competições mais longas, com outros custos.

É complicado mantê-lo ativo?
Não se pode dizer que é complicado gerir o site, mas é um trabalho bastante exigente. Temos de estar 24 horas agarrado à internet na pesquisa de provas gratuitas

Qual o critério para uma prova “entrar” no site? Apenas o preço?
Os critérios têm de ser simples e práticos: não pode passar dos 5 euros, seja uma prova de estrada, corta mato, pista ou mesmo trail.

Há uma série de corridas semanais no país. Como consegue controlar esse número de provas?
Além da pesquisa, temos uma “check list” de sites que frequentemente visualizamos de modo a ficarmos atualizados com as provas existentes, mas também de novas provas que possam surgir.

Considera que os preços das corridas são excessivos?
Os preços estão excessivamente altos, mas tenho reparado, com o aumento de provas de estrada e de trail, que as organizações têm tido um maior cuidado com o valor pedido pelos eventos. Por exemplo, preços mais baixos quando fazem a inscrição por equipa ou prazos maiores na primeira fase de pagamento das inscrições.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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