Conselhos para correr e concluir a Ronda dels Cims

Pedro Conde não completou os 170 km de Ronda dels Cims, em Andorra, mas isso não impede o atleta de sugerir alguns conselhos para quem sonha um dia correr a prova.

 

Questionado se poderia deixar 10 conselhos para quem deseja correr a Ronda dels Cims, Pedro Conde referiu que não são precisos tantos conselhos para alguém concluir os 170 km da corrida, até então a prova mais dura do calendário da Andorra Ultra Trail (este ano a organização estreou a Eufòria, com 233 km e incríveis 20000 metros de Desnível Positivo, evento que recebeu largos elogios dos participantes e que provavelmente será, em breve, um dos mais duros de concluir no Mundo do Trail).

No entanto, o português destacou alguns pontos que devem estar permanentemente em foco durante a preparação, caso contrário muito dificilmente o desafio da Ronda dels Cims será alcançado. Antes, Pedro Conde falou sobre a sua prova e como se sentiu quando tomou a decisão de abandonar a Ronda dels Cims, uma decisão sempre bastante complicada para qualquer atleta, seja ele amador ou profissional.

«Andar moribundo em prova não faz sentido nesta fase da minha vida e nada tenho a provar», referiu Pedro Conte ao corredoresanonimos.pt.

 

Conhecer conselhos para a Ronda dels Cims é essencial para a sua conclusão
Para terminar a Ronda dels Cims, é necessário ter uma série de cuidados

 

Estes são os pontos-chaves para Pedro Conde na preparação de uma prova com estas caraterísticas.

  • Planeamento de treino
  • Alimentação/suplementação
  • Mentalizar psicologicamente que, em Andorra, os km demoram mais tempo a passar e que vamos passar muitas horas, dia e noite, na montanha
  • Tentar aclimatizar
  • Treinar com o peso que vamos levar na prova
  • Tentar reconhecer o terreno
  • Planear a prova e a assistência

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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