A triste desilusão da chegada da PT281

Paulo Garcia, da direção de eventos e um dos organizadores da PT281, salienta no segundo dia d´«A Semana “É difícil mas vale a pena”» a participação dos populares na corrida, deixando água e alimentos para os participantes. O entrevistado também confessa que esperava mais pessoas na meta para receber os vencedores…

 

Em termos gerais, qual o balanço que fazem da corrida?
Positivo. Pelo que vivemos e experienciámos durante os dias de prova, e pelos relatos dos participantes, voluntários, seguidores, patrocinadores e colaboradores, temos uma soma que dá positiva.

E quais os principais pontos positivos e negativos da edição deste ano?
Os populares das aldeias de passagem são o ponto mais positivo. Ao terceiro ano de prova começaram a sair de casa e a colocar de forma espontânea água, frutas e outros alimentos para os participantes em locais de passagem do percurso. Quando não conseguiam estar presentes colocavam a logomarca do evento para que todos soubessem que aquilo seria para eles. Fica o nosso agradecimento a todos eles. De forma muito singela, sem nada em troca, apenas pelo prazer de ajudar, acrescentaram um enorme valor à prova.

 

Memórias

Picture 1 of 5

IMAGENS CEDIDAS POR «FOTOS DO ZÉ»

 

A desilusão da recepção ao vencedor João Oliveira na PT281

 

Um dos temas das redes sociais sobre a prova foi a chegada do João Oliveira, a falta de público para receber o vencedor. Qual a vossa posição sobre esse dado em concreto?
Não temos posição sobre esse facto. Organizamos eventos desde 1998 e é recorrente conversarmos sobre o assunto.
Como e o que podemos fazer para melhorar? Aos poucos, acredito que, enraizados que estejam os eventos, tragam cada vez mais pessoas às metas de prova. Não é um fenómeno localizado, é igual aqui, em Faro ou em Bragança. Também o é em outros países, mas como não estamos tão atentos a outras realidades damos como sendo um exclusivo dos portugueses.

Em termos de organização, este desfecho era esperado ou esperavam ter mais público?
Esperávamos mais. Fizemos um esforço enorme para promover a prova na região com esse único objetivo: trazer mais gente ao castelo da cidade. Atingimos, com essas campanhas, muitos milhares de leitores dos vários órgãos de comunicação regional.

LEIA TAMBÉM

O calor faz parte da PT281

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos