Carla André recorda o seu triunfo na Boavista Ultramarathon (PARTE I)

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Carla André participou da Boavista Ultramarathon devido a aventura, já que praticamente não tinha nenhuma informação sobre a prova. No final, comemorou o triunfo! A portuguesa fala sobre esta corrida, que procura ganhar relevo no cenário internacional, uma ambição que a atleta acredita que merece ter.

 

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Foi a primeira vez que correu a Boavista Ultramarathon? O que conhecia da prova?
Sim, foi a primeira vez. Como não conhecia ninguém que a tivesse corrido, foi tudo completamente novo. Uma aventura, aliás como assim gosto! Apenas sabia que iria contar com calor e muita areia!

Como teve conhecimento da Boavista Ultramarathon?
A ultramaratona faz parte do site internacional de Ultramaratonas. Depois explorei o nível do site da prova, do Facebook e obtive informações de amigos que residem em Boavista.

É gratificante correr uma prova estrangeira num país lusófono?
Foi maravilhoso porque não nos deparamos com o entrave da língua, sentimos que, de alguma forma, estamos em casa. Além disso, as pessoas de Cabo Verde são de uma extrema simpatia e recebem-nos como família. Existe sempre um sorriso no rosto do povo de Cabo Verde! Foi uma experiência maravilhosa, não só pela prova, mas também por todo o convívio com as pessoas de lá.

O que poderia falar do circuito? Uma grade parte realizada na areia?
O percurso da prova foi muito mais duro do que esperava dado que, maioritariamente, é feito em trajetos de areia. O pouco que não é realizado em areia é em trilhos com muita pedra. E o menos técnico, no final, não é estrada, é calçada romana, um verdadeiro massacre para quem tem 130 km nos pés…
Por outro lado é um percurso maravilhoso, com paisagens fantásticas. A melhor parte foi quando cruzei o deserto de Viana, que me fez soltar muitas lágrimas de saudade!

Poderia resumir a sua prova?
A prova iniciou as 7 da manhã. Desci as escadas de onde dormi e já estava com os pés na partida. Estava muito tranquila e sentia-me bem. E muito feliz! Sabia que me esperava um percurso fabuloso de 150 km. Segui sempre sozinha, liguei a música, que me ajudou a sonhar, e rezei por todos os que sofrem quando estava a faltar-me as forças. O facto de não ter tirado fotos na minha maior experiência pelo deserto, em Abril, levou-me a prometer registar todos os momentos desta vez. E assim foi: a cada momento tirei uma foto para mais tarde recordar!
Brinquei com os animais com que me cruzei, chorei, ri, sonhei e agradeci a Deus por ali estar! A partir dos 100 km tive direito a escolta por dois simpáticos italianos e assim fui até ao final. Amei o pôr do Sol e o nascer do Sol no dia seguinte. É muito especial ver o Sol dormir e sentir a Lua a nascer… Quando cheguei à meta olhei para o Céu e agradeci-lhe por me guiar sempre!

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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