Badwater ou Maratona da Areia, eis a questão! Ou talvez não…

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No último dia d´«A Semana do Sonho da Carla», Carla André fala da Maratona das Areias e da Badwater. Qual das duas a gerente bancária prefere? A resposta na conclusão desta entrevista que marcou os últimos cinco dias…

 

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Correu a Badwater e a Maratona das Areias, duas das provas mais complicadas do mundo. Sei que é problemático fazer este tipo de comparações, já que são provas totalmente distintas, mas qual, na sua opinião, é a mais difícil? Como caracterizaria as duas provas? As suas semelhanças e as suas discrepâncias?
São ambas muito difíceis. No entanto, a Badwater, na minha opinião, é seguramente a mais difícil. O maior fator de dificuldade na Maratona das Areias é o peso que carregamos na mochila e o terreno em que corremos. No entanto, o corpo vai se habituando e, ainda mais importante, tem tempo de recuperar a cada dia. Na Badwater, sendo uma prova seguida, não permite qualquer descanso, pelo que o acumular dos quilómetros vai pesando cada vez mais e qualquer problema inesperado pode colocar em causa a prova ou levar a que a mesma se torne num sofrimento elevado. Mas adorei fazer as duas, são experiências maravilhosas!

A pergunta obrigatória: se tivesse de levar as suas recordações para uma ilha deserta, levaria as da Badwater ou as da Maratona da Areia? Só pode escolher uma…
A pergunta parece dificil mas não é… Até hoje, a Maratona das Areias foi a melhor experiência que vivi! São ambas em ambientes de deserto, mas não há nada que marque mais do que viver uma semana em profunda ligação com a natureza, despidos de tudo o que nos liga ao mundo, adormecer a olhar a Lua e acordar a ver o Sol nascer, transportar tudo aquilo que precisamos para sobreviver e transportar inteiramente a alma para lá. Tenho uma saudade imensa do Sahara e sei que vou regressar ao deserto, a um deserto sem estradas, a um deserto quase infinito, quem sabe brevemente. Ainda hoje fecho os olhos e a minha mente é transportada para lá, o sítio que roubou o meu coração!

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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