Autora do blog “Dias de uma Princesa”: «Correr é um amor que tem vindo a crescer, com as normais zangas de um casal»

 

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Mãe solteira, de dois filhos, Catarina Beato começou por fazer do jornalismo profissão, mas uma série de acontecimentos na vida pessoal, seguidos da insatisfação que sentia em termos de profissionais, acabaram dando-lhe a volta à vida e atirá-la para a blogoesfera. Onde, inicialmente numa espécie de grito, mas também como testemunho na primeira pessoa de uma desempregada, responsável pela educação de duas crianças, lançou o hoje em dia muito conhecido (e seguido!) blog “Dias de Uma Princesa”. Quanto à corrida, surgiu como parte daquilo que a própria já descreveu como um processo de reencontro consigo mesmo, ao longo do qual não só perdeu 15 quilos e muitos centímetros conforme recorda no seu livro “A Dieta das Princesas”, como descobriu “a melhor sensação do mundo” – e que, hoje em dia, é também «um vício»…

 

Quando e como foi o teu primeiro contacto com a corrida?
Em Outubro de 2013, depois de ter decidido mudar a minha alimentação e já depois de ter perdido cinco quilos, quis começar a fazer exercício físico. Depois de dezenas de inscrições em ginásio onde nunca pus os pés, calcei os ténis Reebok muito velhinhos que tinha em casa e saí a correr. Corri 2 kms e regressei a casa com a melhor sensação do mundo. No dia seguinte corri 4 kms e, depois disso, determinei os 30 minutos para correr sempre que podia. Mas o momento mais marcante foi a Corrida TSF de 2013, ia fazer 5 km com um grande amigo que ia fazer 10 km, naquele momento em que os percursos se dividem, respirei fundo e disse-lhe: vou continuar. Verdade seja dita que o Rui, depois de terminar os 10km dele veio atrás ver se estava viva, estava mais ou menos viva mas acabei os 10 km e o vício ficou.

Para ti, correr foi “amor à primeira vista” ou, pelo contrário, apaixonaste-te à medida que o tempo foi passando?
Foi uma paixão à primeira corrida e um amor que tem vindo a crescer, com as normais zangas de um casal. Mas, tipo declaração de amor, a verdade é que não imagino a minha vida sem correr e os ténis de corrida vão comigo para onde eu vou.

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Qual é, hoje em dia, o teu plano de treino e objectivos?
Desde que os meus joelhos resolveram lembrar-me que já tive mais quinze quilos em cima o meu plano de treino é: correr sem dor. O meu objectivo: a corrida seguinte. Tento sempre correr 60 minutos, na rua e respeitando o meu corpo.

Passado já algum tempo desde que começaste, de que forma descreverias a tua relação com a corrida?
Repito as vezes que forem precisas: a corrida salvou-me. Quando comecei a emagrecer, num momento cheio de alterações na minha vida, cada minuto de corrida foi horas de psicanálise. Aprendi, a correr, a conversar comigo, a fazer as pazes com as zangas do dia a dia, a limpar o corpo e a cabeça. Depois de algumas provas percebi que prefiro o trail ao alcatrão, pelo ambiente e pelo desafio, mas há poucas sensações como correr nas estradas de outras cidades. A corrida deu-me amigos e muitas aprendizagens. Diria que, como sugeriram, é uma relação de amor e respeito, uma relação feliz.

Que conselhos darias a quem pretende começar a correr?
O primeiro conselho: corram. Calcem uns ténis e experimentem a sensação. Se gostarem, se perceberem que querem continuar a correr, comprem um ténis decentes. Marquem uma prova com amigos e vão aumentando as distâncias que correm, com calma e juízo [há tantas aplicações boas para quem quer começar a correr]. E respeitem o corpo.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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