Armando Teixeira: «No MIUT tocamos com uma mão o mar e com a outra a montanha»

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Armando Teixeira está de regresso ao  Madeira Island Ultra Trail (MIUT), talvez a prova mais emblemática do trail nacional. Campeão em 2009 e 2012, segundo em 2013 e terceiro em 2014, o atleta da Salomon Suunto é um dos nomes a reter na prova, que decorre entre 9 e 12 de abril. Oportunidade de ouro para uma curta entrevista com o português que tem como principal rival ele próprio.

 

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O que representa para si o MIUT?
O MIUT tem para mim um significado muito especial. Foi nesta prova, em 2009, que fiz a minha primeira ultra, de 100 km. Ainda hoje, quando necessito de motivação extra, recordo esses momentos.

O que poderia falar sobre o MIUT?
Em primeiro lugar, a beleza ímpar da ilha da Madeira, que a torna uma das mais belas do mundo. Temos ainda um percurso fantástico, com grandes desníveis, longas Levadas, a floresta Laurissilva… A ligação entre o pico Ruivo e o pico do Areeiro é simplesmente de cortar a respiração! A juntar a estes ingredientes, temos uma organização fenomenal, de pessoas fantásticas com enorme dedicação, que sabem o que querem e o que fazem.

Mas o que o MIUT tem de diferente em relação as restantes provas do género?
Talvez o que mais a diferencia seja a sua beleza e condições únicas para a prática do Trail. Costumo dizer que, com uma mão se toca o mar, e com a outra a montanha.

Quais são as principais dificuldades da prova?
O desnível e a ligação entre o Pico Ruivo e Pico do Areeiro. O desnível porque as subidas e as descidas têm bastante inclinação, exige bastante das pernas. E a ligação entre os dois picos devido aos inúmeros degraus, todos eles com alturas diferentes.

E o que tem de mais atrativa?
Toda a prova é atrativa, mas posso salientar a beleza natural da própria ilha, as pessoas, os costumes… Enfim, sou um apaixonado pela Madeira e pelas pessoas.

Acredita que o MIUT já é um dos principais eventos do calendário mundial do trail?
Desde 2009 que acreditava que o MIUT iriaa fazer parte do calendário internacional, como também acredito que, num futuro bem próximo, irá estar entre as cinco provas mais procuradas pelos apaixonados da modalidade.

Como caracterizaria a prova se comparada com as principais do estrangeiro?
O MIUT é e será uma prova difícil de comparar com outras devido à beleza natural da Madeira!

Mas o que os estrangeiros falam do MIUT?
Os estrangeiros ficam admirados com as características do MIUT, dizem que a Madeira é um paraíso para os apaixonados da modalidade, que apresenta características únicas.

Há quanto tempo se prepara para o MIUT?
Não fiz nenhuma preparação especial para a edição deste ano. Venho de três semanas de recuperação após ter participado na Trans GranCanaria… Estou motivado, sempre empolgado em pisar aqueles trilhos e sentir os cheiros da ilha.

Mas, resumidamente, como foi o seu plano de treinos?
Igual aos anteriores. O maior sacrifício, e que sempre me acompanhou, é conciliar a minha atividade profissional na Efacec com o Trail. Felizmente que a componente familiar não é problema, pois tenho um grande apoio em casa. Muito resumidamente, durante a semana costumo fazer treinos de uma hora efetiva de corrida. Ao fim de semana, pela disponibilidade, faço os treinos longos.

O que espera alcançar em termos pessoais no MIUT?
Acima de tudo espero divertir-me, desfrutar de todo o evento. Tudo o que surgir depois virá por acréscimo! Teremos uma prova competitiva muito disputada, o leque de atletas de referência é enorme… O MIUT promete este ano!

Quais são os principais adversários?
O principal adversário serei eu. Adoro esta luta de testar os meus limites, por isso dá-me prazer as Ultras. Gosto de lutar contra mim mesmo, o querer superar-me é uma constante nesta modalidade.

Mas o MIUT é um dos objetivos principais da sua temporada?
Cada objetivo no seu tempo e momento. Agora é o principal porque é o próximo. Mas este ano a minha principal prioridade competitiva é o Ultra Trail Du Mont Blanc e, logo a seguir, a Ronda Del Cims.

Três conselhos fundamentais para quem vai fazer a prova pela primeira vez?
Resiliência, humildade e ambição!

Pedro Alves

Pedro Alves