A primeira vez de Hélder Lemos… nas 100 milhas

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Hélder Tavares de Lemos, de 31 anos, fez a sua estreia na mítica distância das 100 milhas (160 km) na Ehunmilak Ultra Trail (168 km/D+ 11000). Nos primeiros dois dias d´«A Semana “A Minha Primeira Vez”», entrevistaremos o Team Leader e Consultor na MEO Comunicações; nos três últimos dias, “acompanharemos” a sua prova, de como foi correr no País Basco.

 

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Porque escolheu a Ehunmilak Ultra Trail para o seu batismo nas 100 milhas?
A minha primeira opção foi o Ultra Trail Mont Blanc (UTMB), já que o meu objetivo era fazer a minha estreia num percurso acessível dentro da distância e onde tinha um feedback de uma organização exemplar. No entanto, não fui um dos felizardos no sorteio.
A Ehunmilak Ultra Trail surgiu naturalmente como segunda opção. Tinha um excelente feedback da prova, apesar de ser uma prova com uma dificuldade mais acrescida, mas também da organização e, principalmente, do compromisso e apoio do povo basco. Adorei a prova e hoje não hesitaria em colocar a Ehunmilak Ultra Trail como a minha prova de estreia. O povo basco é realmente fantástico!

E que recordações a Ehunmilak Ultra Trail deixará na sua vida?
Ficará para sempre na minha memória. Foi um grande compromisso na preparação do desafio, meu e das pessoas que me apoiaram. Na prova em si, destacaria o percurso, as paisagens deslumbrantes, o apoio da organização e do povo basco, as dificuldades que tive e que consegui ultrapassar e a forma como terminei a corrida. Foi um dia inesquecível e cheio de emoções que felizmente não terminou após a prova, já que foi no mesmo dia que Portugal alcançou pela primeira vez o título do Europeu de Futebol.

Como foi a sua preparação para a prova? Os treinos? Os quilómetros por semana? As provas que correu antes? As horas dedicadas por semana? Enfim, poderia dar um pequeno resumo do que “sofreu” para correr a Ehunmilak Ultra Trail.
A preparação começou no final de 2015. Comecei por procurar junto do meu amigo João Mota orientação para planear os meus treinos e para me preparar de forma adequada para os desafios, fisicamente e mentalmente. Segui sempre um planeamento orientado, com períodos de reforço, carga e recuperação. Coloquei algumas provas no calendário, Santo Thyrso Ultra Trail, MIUT e mais 3 provas curtas, respeitando sempre períodos adequados de recuperação.
Comecei a treinar cerca de 5-6 dias por semana. Em períodos de carga, cerca de 12h/semana, 120-140 km/semana, com acumulados de 3000-4000D+. Ao fim de seis meses atingi o volume de quilómetros e D+ total que tinha feito em 2015. Não foi fácil…
Todos os dias, no final do dia de trabalho, treinava entre uma e duas horas, muitas vezes ainda tinha que me deslocar para a serra mais perto, por exemplo Monsanto. Chegava a casa pelas 22h00/23h00 e ainda tinha de preparar o jantar e o almoço para o dia seguinte. E muitas vezes ainda as tarefas domésticas…
Mas o treino foi mais além disso. Foi necessário fazer treinos mais específicos, como a privação de sono. Procurei sempre treinar a hidratação e a alimentação em provas e treinos e a alimentação no dia-a-dia e nos períodos pré-prova.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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