Bruno Rodrigues: «Acreditamos que apenas 1/3 dos inscritos chegarão ao fim do ALUT»

A ALUT provavelmente será uma das principais provas de Trail Running no nosso país. Na primeira edição, Bruno Rodrigues, da ATR – Algarve Trail Running, organizadora do evento, acredita que, dos 60 inscritos, é bem capaz de apenas 20 terminarem a corrida.

 

Estão satisfeitos com o número de participantes para esta primeira edição?
O objetivo foi alcançado para a primeira edição. Tínhamos definido um máximo de 60 atletas, para podermos receber com tranquilidade, para que a prova decorra com segurança, dada a exigência da mesma. Esta primeira edição é um teste ao percurso, à nossa organização e à logística montada. Talvez no próximo ano possamos abrir as inscrições a mais atletas e mais equipas, mas este ano vai ser assim: exclusivo e intimista.

E quantos acreditam que chegarão ao fim?
Vai ser muito positivo se um terço dos atletas chegar ao fim, ou seja, termos 20 atletas a concluírem a prova, atendendo à sua dificuldade e distância.

Quem são os principais nomes do evento?
Podemos destacar a presença do João Oliveira, do Paul Giblin, Jorge Serrazina e da única mulher que arriscou fazer a prova a solo, a Patrícia Carvalho. Sem participar na prova, mas a dar todo o seu apoio e com atividades durante o evento, temos a Ester Alves, que vai liderar três treinos gratuitos e abertos ao público, entre sexta e domingo de manhã. Os horários, distâncias e percursos dos treinos estão disponíveis na página do Facebook.

Onde são os pontos críticos para os atletas em termos de dificuldade?
Para além da própria distância, há alguns sectores de maior relevo entre Cachopo e Barranco do Velho. E a destacar a longa subida de Silves à Picota.

Do vosso ponto de vista, qual o segredo da prova para que os atletas concluam a mesma?
As recomendações são as habituais: gestão de esforço e uma boa alimentação e hidratação. Mas alertamos para que se protejam do frio que se faz sentir durante a noite.

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E o que esperam da corrida em si? O que vão oferecer aos seus participantes?
O ALUT é uma oportunidade de desvendar um Algarve desconhecido da maioria das pessoas, com aldeias no interior algarvio que não fazem parte das escolhas habituais dos turistas. É este Algarve que queremos dar a conhecer, seguindo a rota da Via Algarviana, com paisagens e gastronomia únicas, e recebendo com o carinho e hospitalidade que nos caracteriza.

ALUT pretende ser uma referência mundial no futuro breve

Em relação a participação da população local, houve um trabalho de promoção tendo em vista a presença da mesma na prova?
Neste ponto, os presidentes de Junta de Freguesia têm um papel fundamental. A promoção, o apoio na organização da prova, o envolvimento a nível local é maioritariamente das Juntas de Freguesia e de associações locais desportivas e culturais nas aldeias do interior, que encontram aqui uma oportunidade de visibilidade e protagonismo que as praias e o mar quase sempre lhes rouba.

Acreditam que, em breve, o ALUT será uma referência do calendário europeu?
Mais do que isso, queremos ser uma referência no calendário mundial. Queremos posicionar o ALUT na linha das provas de igual distância, dificuldade e qualidade que se realizam em todo o mundo, com particular destaque nos Estados Unidos. O sucesso desta edição vai ditar a aposta na promoção a nível internacional, captando o interesse dos atletas de renome mundial.

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Pedro Alves

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