100k Portugal faz justa homenagem a Analice Silva

Além da prova da Maratona, a 100k Portugal tem como novidades o “dorsal Analice Silva” e o Troféu Analice Silva, duas das novidades deste ano, uma justa homenagem a uma atleta que participou na primeira edição do evento, uma atleta que pretendia estar novamente presente este ano em Lousada…

 

Qual a principal dificuldade da prova: a distância em si ou o psicológico, já que os atletas correm 100 km num percurso de 2,3 km?
A dificuldade, como em qualquer outra prova de longa duração, é mesmo a preparação e o facto de se estar fisicamente apto a cumprir este desafiante objectivo. No que respeita ao comprimento do percurso, o feedback dos atletas é de que a distância está ajustada, pois é importante ter o apoio do público e acesso aos abastecimentos a cada 2,3 km.

A Maratona tem como objetivo reunir atletas que ainda não se sentem capazes de correr os 100 km?
Exactamente. Para quem ainda não se sente capaz de aceitar o desafio da prova principal, existe a possibilidade de correr a Maratona, de forma individual ou em equipa de três elementos, como já referido.

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Que lições retiraram da primeira edição que conseguiram implementar nesta segunda edição?
Estamos atentos a tudo o que possa melhorar o conforto do atleta. Este ano teremos transporte gratuito entre Porto e Lousada, bem como a possibilidade, também gratuita, de pernoitar no centro de estágios do Complexo Desportivo de Lousada.

Como surgiu a ideia de criar o “dorsal Analice Silva” e, concretamente, o que significa esse dorsal?
A Analice, na primeira edição, foi o dorsal número um e este ano ser-lhe-ia novamente atribuído o mesmo. Quando a desgraça se abateu sobre ela, resolvemos, como forma de homenagem, eternizar este número e deixá-lo para sempre associado ao seu nome. Em boa hora o fizemos, pois a Analice ainda teve conhecimento dessa decisão antes de partir e felizmente fez-nos chegar o seu agrado.

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Outra novidade é o Troféu Analice Silva?
O troféu Analice Silva será atribuído ao atleta de maior idade a participar no evento.

Concretamente, o que esperam no dia 1 de abril?
Esperamos um dia de grande festa e de celebração daquilo que a corrida tem de melhor: a superação e o convívio entre atletas.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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