Correr a Zimowy Ultramaraton Karkonoski com temperaturas a rondar os 6 graus… negativos

André Cabrita participou recentemente da Zimowy Ultramaraton Karkonoski, uma prova que passa pelas “Montanhas dos Gigantes” e que apresentou temperaturas a rondar os 6 graus… negativos. Hoje e nos próximos dias apresentaremos a sua experiência em correr nas montanhas geladas da Polónia e da República Checa. Neste primeiro dia, uma pergunta inquietante: se tinha sido sensato vir correr a Zimowy Ultramaraton Karkonoski…

 

Sair da zona de conforto é sempre um desafio e um dos motivos pelos quais pratico desporto, nomeadamente o Trail running. Desta vez, o desafio foi o Zimowy Ultramaraton Karkonoski, ir correr 54 km nas montanhas geladas da Polónia, conhecidas como as “Montanhas dos Gigantes”, localizadas na fronteira entre a Polónia e a República Checa, sendo o cume, o Sněžka, com 1.603 metros de altura, o pico mais alto em terras checas.

André Cabrita e Ricardo Jesus começam a Zimowy Ultramaraton Karkonoski
André Cabrita e Ricardo Jesus começam a Zimowy Ultramaraton Karkonoski

Apesar de não serem muito altas, as montanhas têm um ambiente verdadeiramente alpino, com várias estâncias de esqui, mas também muitas rotas para caminhadas. Nas semanas que antecederam a prova ia acompanhando a meteorologia da zona para escolher o equipamento a levar e preparar-me para o que poderia encontrar. Dias antes da partida as temperaturas rondavam os – 18 graus e tinha nevado em abundância…

André Cabrita com dúvidas em correr a Zimowy Ultramaraton Karkonoski

Nesta aventura fui na companhia do Ricardo Jesus, um atleta de Trail de Lisboa com muitas provas concluídas no seu palmarés. Apanhámos o avião em Lisboa e aterrámos em Cracóvia, alugámos um carro e seguimos em direção a Karpacz, onde se situava o quartel-general e a meta da prova. Assim que chegámos, levantámos o dorsal e a organização providenciou um briefing só para nós, em inglês, uma vez que o briefing principal era em polaco e seguramente não iríamos perceber nada.

A partida da prova foi em Polana Jakuszycka, uma estância de esqui de fundo, onde chegámos de autocarro e havia neve por todo o lado. Assim que descemos do autocarro e os pés tocaram no chão, sentimos o frio a subir pelo corpo e as primeiras dúvidas surgiram: se o equipamento seria adequado, se acabaríamos a corrida, se saberíamos lidar com a neve, se tinha sido sensato vir…

Mas já que aqui estávamos, vamos a isso!

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos