O que levar para uma viagem de bicicleta de 1000 km pela Islândia?

Rodrigo Machado começará em breve a sua viagem de bicicleta pela Islândia, num total de 1000 km. O também corredor de Trail revela o material que levará nesta viagem autónoma…

 

Alguns seguidores têm-se interrogado que tipo de bicicleta e equipamento é necessário para cruzar de Norte para Sul um país tão agreste como a Islândia. Vamos por partes…

Simples! O meu conselho é uma bicicleta bem simples, foi o que aprendi de outras viagens que realizei em bicicleta. Mas atenção: não disse uma bicicleta sem qualidade! Quanto mais qualidade nos materiais e acessórios, melhor e mais garantia temos de evitar problemas durante o trajeto. 

Óbvio que um bom quadro, leve mas resistente, é fundamental para não haver risco de partir, uma vez que temos de ter em conta as irregularidades do terreno “versus” todo o peso que transportamos, associado ao facto de uma utilização intensa. 

 

O material de Rodrigo Machado para a viagem de bicicleta de 1000 km
O material de Rodrigo Machado

 

Ao nível de equipamento da bicicleta para esta aventura, devemos ter alguns cuidados:

Pneus com câmara de ar para facilitar a troca em caso de furo e a consequente reparação• Não usarei travões de disco: com temperaturas baixas, a hidráulica congela e perdemos a capacidade de travagem. Como andarei por zonas remotas, se surgir problemas ao nível de mecânica só conseguirei substituir as peças nas grandes cidades. E por vezes nem aí, dependendo do país…

• Um banco já muito utilizado e adequado para quem vai estar muitas horas a pedalar 

• É fundamental montar uma boa grade bagageira, também de boa qualidade, pois o peso das malas pode fazê-la partir

• Um conjunto de malas, vulgarmente denominados alforges, de preferência impermeáveis. Se não o for, devemos ter uma capa protetora de chuva e lembrar que, em situações de muita chuva, a água vai entrar nos alforges por baixo, tudo devido ao “spray” provocado pela roda

• De forma a conseguir o meu objetivo, a minha estratégia passa por viajar em autonomia total. Vou partir mais pesado do que é habitual, principalmente por ter mantimentos para 8 dias sem abastecimento, ficando assim com bastante margem nas decisões a tomar consoante a meteorologia

• Para a Islândia é obrigatório uma tenda “4 estações” ou mesmo de expedição, uma vez que a ilha é famosa pelos seus ventos fortíssimos, não sendo incomum soprar acima dos 100km/h, o que, no meu caso, nem me permitirá pedalar, necessitando de um abrigo seguro e resistente

Pequeno fogão para repôr energias para a viagem
de bicicleta de 1000 km

Roupa quente, impermeável e de materiais de secagem rápida, algo fundamental, de modo a conseguir permanecer seco e quente. Este fator também está diretamente relacionado com o desgaste físico

• Não vou dispensar a placa de carregamento solar, que me possibilitará ter energia para as comunicações e onde poderei estudar as alterações meteorológicas e assim tomar decisões o mais acertadas possíveis. A placa permitirá manter sempre com energia os relógios GPS para a navegação, as máquinas de fotos e vídeo, a lanterna frontal, etc. Utilizo uma “powerbank” de 10.000 amperes, que estará ligada à placa solar durante o dia de forma a aproveitar o Sol e, à noite, carregará os equipamentos através

• Para quem precisa de estar autónomo é também de grande importância ter um pequeno fogão que permita cozinhar alguns alimentos de forma a tornar as refeições mais apetecíveis. É fundamental ingerir diariamente o nível de calorias necessárias para repôr do desgaste do dia e, ao mesmo tempo, preparar o corpo para a exigência do dia seguinte.

Rodrigo Machado está pronto para iniciar a sua viagem de bicicleta de 1000 km
Rodrigo Machado já confirmou que não se esquece nada para a sua viagem de bicicleta de 1000 km

 

Fotos: Hugo Silva

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Pedro Alves

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