Vera Fernandes esqueceu os erros de principiante na Maratona de Roterdão

Ao longo da sua curta vida na Corrida, Vera Fernandes cometeu erros de principiante, como «correr uma Maratona com apenas 2 meses de treino e sem treino específico ou ter feito três São Silvestres de seguida». Mas a atleta da AABV corrigiu a tempo para no domingo correr aquela que considera a sua primeira «Maratona oficial», em Roterdão.

 

A partir daí não diria que entrei para o Mundo do Atletismo, mas antes que o Atletismo entrou em mim e conquistou pouco a pouco a minha vida. Mas nem tudo o que luz é ouro e eu cometi alguns erros de iniciante, como fazer uma Maratona com apenas 2 meses de treino e sem treino específico (3h05) ou ter feito três São Silvestres de seguida, todas as provas em 2012. Os excessos levaram-me a ficar doente (anemia) porque o meu espírito competitivo não estava acompanhado de nenhum conhecimento. Por exemplo, eu iniciei o Atletismo no escalão sénior sem passar pelas fases de infantil, iniciada, júnior e Sub-23.

O equipamento de Vera Fernandes na Maratona de Roterdão
O equipamento de Vera Fernandes na Maratona de Roterdão

Foi nesta fase menos boa da minha aventura pelo Atletismo que conheci a Rita Borralho (a minha atual treinadora) e a sua assessoria desportiva, a RB Running. Com a sua orientação e apoio consegui recuperar e, três anos após iniciar o treino acompanhado, obtive recordes pessoais aos 3000m (9m54), 5000m (16m58), 10km (34m50) e Meia- maratona (1h17m23s), todos tempos obtidos em 2016, além de representar a seleção nacional no Europeu de Corta-mato 2015, em Hyéres. Isto aconteceu com apenas três anos de prática regular de corrida e em simultâneo com a minha atividade profissional (lojista).

Vera Fernandes alcançou o seu melhor tempo na Maratona de Roterdão

A Maratona de Roterdão surgiu num contexto em que eu precisava de um estímulo de autoconfiança, pois, para quem trabalha e treina com objetivos, as frustrações e o cansaço tornam-se por vezes difíceis de gerir. Eu sabia que, com o trabalho feito ao longo destes agora seis anos, um recorde pessoal na Maratona era algo bastante provável.

Por outro lado, treinar para a Maratona é bastante difícil e coloca grandes desafios. Ao superar esses desafios eu demonstrei a mim própria que posso continuar a acreditar que mais e melhor é possível, ao mesmo tempo que aproveito para sair da zona de conforto.

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Vera Fernandes, do karaté para a Corrida

A prova em si até poderia ter corrido melhor tendo em conta o meu estado de forma atual e a quebra que sofri nos quilómetros finais devido à desidratação provocada pela humidade (100%). No entanto, ao olhar para a minha primeira Maratona em 3h05 e ao bater agora essa marca em cerca de 20 minutos, posso olhar para o futuro com confiança e acreditar que, continuando a trabalhar e apesar de todas as dificuldades, posso continuar a evoluir.

Por essa razão é que esta história de correr a Maratona teve um início, mas não tem um fim à vista. Enquanto tiver margem de evolução irei continuar a procurar melhorar.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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