Vera Fernandes, do karaté para a Corrida

A ex-karateca Vera Fernandes correu no domingo a Maratona de Roterdão, aquela que considerou a sua primeira Maratona oficial, embora não tenha sido a sua primeira participação na distância. Todavia, em 2012, correu por «brincadeira, apenas para chegar ao fim!»

 

Quem me conhece sabe que a minha história no Mundo da Corrida é recente, apesar de, por vezes, parecer que é uma longa história. Na realidade, quem me conhece mesmo muito bem sabe que eu nunca quis praticar corrida como um desporto porque, para mim, a corrida sempre foi uma forma de aquecimento para a prática de outra modalidade: o karaté, que pratiquei durante 14 anos. 

Na realidade, 14 anos pode não parecer muito, mas foram os 14 anos mais importantes da minha vida no que diz respeito à aprendizagem, experiência e construção da minha escala de valores. O karaté – praticado desde os 12 anos – influenciou toda a minha aprendizagem e marcou para sempre a minha personalidade.  A esta prática devo muito do que sou hoje, pois todas as minhas raízes e bases nasceram e cresceram das lições que essa filosofia de vida me concederam. 

Momento de descontração de Vera Fernandes
Momento de descontração de Vera Fernandes

Contudo, nos caminhos que percorremos ao longo da vida, somos quase sempre chamados a fazer opções sobre para onde seguir, por vezes sem saber concretamente onde iremos parar. Um dia tive de seguir outra direção, não porque estivesse cansada ou farta da modalidade, mas porque a vida já não me permitia seguir por ali…  

No entanto, do desporto eu nunca abdiquei porque cedo aprendi a tirar partido da sensação de bem-estar e equilíbrio que ele proporciona. Assim, apesar de não poder seguir com a minha modalidade base por estar fisicamente longe dessa família, continuei a praticar desporto e inscrevi-me no ginásio.

Meia-maratona de Lisboa marcou a carreira de Vera Fernandes

Foi precisamente aí que comecei a dar as minhas primeiras “corridinhas”. No ginásio havia um grupo de corrida que organizava treinos pela cidade, duas vezes por semana, e eu comecei a participar. Tinha então 27 anos. Do meu primeiro par de sapatilhas para correr até ao meu primeiro relógio de corrida não passaram 6 meses. E foi através da influência desse grupo que fiz a minha primeira corrida organizada.

Foi a Meia-maratona da Ponte 25 de Abril, em 2012, que terminei em 1h34. Esta prova foi um marco para mim porque passei a associar um tempo a uma distância e isso fez com que o gosto pela corrida se iniciasse a instalar, pois a vertente competitiva da corrida enquanto desporto surgiu-me num prisma que eu nunca tinha explorado.

Um dia, esse grupo de corrida organizou um treino de 30 km em que também participou um atleta de um clube local. Eu fiz o treino completo, sempre na frente, e, por essa razão, recebi o convite para participar numa prova pelo clube. Assim conheci o meu parceiro e o meu atual clube (AABV) e subi pela primeira vez ao pódio numa milha regional.

 

Não perca na quinta-feira como a Corrida entrou de vez na vida de Vera Fernandes e como foi a sua participação na Maratona de Roterdão

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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