Um «passeio» pela Serra da Estrela

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Tiago Leal cometeu a “loucura” de correr em poucos dias duas provas marcantes do calendário nacional: o Estrela Grande Trail 90K (5 300m D+) e os 70 K Trail Oh Meu Deus (3 332m D+). No total, cerca de 160 km em 15 dias. Hoje e nos próximos dias acompanharemos as duas corridas através das suas palavras. Este é o primeiro dia d´«A Semana do passeio pela Serra da Estrela».

 

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Tudo começou a 23 de Janeiro de 2016, quando o grande atleta e amigo Pedro Portugal lançou o desafio de participar no Estrela Grande Trail (EGT) 90K no dia 21 de Maio. Aceitei de imediato e inscrevi-me! O que me motivou? Como atleta recreativo que sou, este era um grande desafio! O que não sonhava é que iria fazer 160K em 15 dias, com D+ de 5 300m no EGT 90K e de 3 332m nos 70K do Trail Oh Meu Deus.

Percorri trilhos lindíssimos, o que me permitiu conhecer a Serra da Estrela e desfrutar da Natureza, viver experiências únicas e intensas, em duas provas diferentes, mas muito bem organizadas, com trilhos fantásticos e muitíssimo bem marcados, mas, acima de tudo, com amigos para a vida!

As provas de Trail têm significado para mim pelo contacto com a Natureza que proporcionam, a possibilidade de conhecer locais fantásticos e, claro, todo o calor humano, o companheirismo e as amizades que se fazem e se reforçam. No Trail não me importa os tempos, as classificações ou as distâncias, quero é ser feliz!!!

Quando realizei a inscrição para o EGT estava a treinar para a Maratona de Barcelona (13 de Março de 2016) e, para me preparar para a prova na Serra da Estrela, decidi fazer duas provas de Trail após correr as ruas da capital da Catalunha: o Trail das Fisgas do Ermelo 23K (17 de Abril) e o Douro 9 Quintas 46K, que troquei à última hora pelo MIUT 43K (23 de Abril) como acompanhante do meu amigo João Ferreira.

A maior distância que tinha percorrido até à data anterior ao EGT foram os 50K da Geira Romana (19 de Abril de 2015). Após o MIUT tinha um mês para recuperar para o EGT e só participei em provas de estrada como treino intenso, mas sem procurar estabelecer novas melhores marcas pessoais. Este facto veio a revelar-se fundamental para a minha participação no EGT 90K e no Oh Meu Deus 70K.

Após ter efetuada a inscrição no EGT, num treino da minha equipa, os Invicta Runners Team, encontrei o meu amigo Duarte Gil Barbosa, que tinha feito os 111k Trail de Conímbriga Terras de Sicó, tendo obtido o brilhante 8.º lugar da geral e 2.º lugar no escalão. O Gil e eu temos ritmos similares em estrada e um companheirismo fantástico. Ele tem um coração enorme, é um grande amigo! Quando o vi, cumprimentamo-nos e perguntei-lhe:

– Gil, não queres vir comigo aos 90K do EGT?

O Gil olhou para mim e, de imediato, percebeu logo o quanto era importante a presença dele ao meu lado para que eu conseguisse superar este desafio. A resposta foi igual à sua atitude durante a prova: enorme! O Gil sabia que eu nunca tinha corrido uma distância tão longa, que não iria ser fácil e que as dificuldades aparecem quando menos esperamos. No mesmo instante respondeu:

– Claro que sim, Tiago! Vamos os dois e vou ao teu lado o caminho todo. Partimos e chegamos juntos! Este também é o lema dos Invicta Runners Team!

Ambos sabíamos que ia ser muito difícil, mas o companheirismo do Gil dava-me muita confiança, sabia que contava com a sua preciosa ajuda! Ele é uma pessoa de palavra, assumiu este compromisso e cumpriu! Foi enorme, tendo sofrido bastante durante o EGT, já que tive muitas dificuldades ao km 25.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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