O esgotamento e o cansaço colocam em dúvida a continuação na Ultramaratona Caminhos do Tejo

Com problemas intestinais e um intenso calor, António Lopes ainda se perdeu na Ultramaratona Caminhos do Tejo. A vida não estava realmente fácil…

 

No automático e já de dia, olhei para o relógio e vi o “track” do percurso que tinha gravado afastar-se do caminho que eu levava. «Que raios?» Voltei umas centenas de metros, fui  outros para a frente e novamente para trás. Mas não encontrei fitas ou sinalização aparentemente visível da Ultramaratona Caminhos do Tejo. Decidi seguir por onde ia, pois sabia que mais uns quilómetros e iria ter ao local de passagem dos Caminhos de Fátima. Mas a ação psicológica de ver o “track” a afastar-se cada vez mais começou a fazer-me sentir arreliado. «Não, isto não pode estar a acontecer. Tenho de encontrar um acesso para o percurso!»

 Ultramaratona Caminhos do Tejo foi complicada para António Lopes
António Lopes na Ultramaratona Caminhos do Tejo

Assim percorri cerca de 7 km até encontrar um acesso de campo para os Caminhos de Fátima. Resultado: com todos estes desvios, fiz mais 4 km do que esperava! Desanimei um pouco mas, ao mesmo tempo, reparei que até corri mais do que esperava. Corria 2 km e caminhava 500 metros com a companhia deste insistente calor. Dentro do infortúnio até que foi um bom augúrio. Pensava eu…

Nem um banho fresco anima António Lopes na Ultramaratona Caminhos do Tejo

Pensamento na vida, goles de água de quando em vez e dei comigo a passar por baixo da ponte Salgueiro Maia. Fiquei mais animado por já faltar só cerca de 5 km até poder descansar no abastecimento. Só me custava pensar que tinha a subida para fazer até Santarém. Mas é um belo percurso até lá. E ainda me banhei numa fonte de água fresca antes de começar a subir até à cidade. Que vontade de ficar ali mesmo, tão fresquinho…

Cheguei ao abastecimento praticamente esgotado e a querer algo fresco para beber, mas aparentemente nada mais estava fresco: água mole, cerveja mole, coca-cola mole, etc. Sentei-me a recuperar forças e bebi algumas coisas… moles, mas que não me estavam a cair nada bem. De novo, nada consegui comer. Fiquei ali uns minutos à sombra, à espera de estabilizar o corpo, mas sentia cada vez mais o esgotamento e o cansaço a vencerem-me.

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Pedro Alves

Pedro Alves

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