Os 100 km da Ultra Mirage para os 365 dias do ano de Carla André

O fim dos 100 km da Ultra Mirage são o fim de mais uma aventura por «um deserto desconhecido e com uma enorme ânsia de sonhar um pedacinho». No último dia d´«A Semana “Eu já fui feliz aqui”», Carla André revela que não trouxe areia do Saara tunisino, mas carregou «o coração de todas as forças» que precisa para viver o seu dia-a-dia em Portugal.

 

O transfer para o hotel já estaria pronto, mas não segui, pedi para ficar mais uns minutos a namorar aquele Céu, queria embeber aquela imagem e receber, naquele momento, todas as forças!

Os 100 km estavam feitos, hora de voltar para casa! O desafio não foi a distância nem o calor, mas sim a coragem de arrancar sozinha para um país ainda assolado pelo medo, para um deserto desconhecido e com uma enorme ânsia de sonhar um pedacinho!

 

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No dia seguinte, após uma enorme festa de entrega de prémios, voltei a apanhar os três voos de regresso. Terminou assim mais uma aventura.

Não trouxe areia na mochila, mas carreguei o coração de todas as forças que preciso. Ofereço esta medalha aos meus pais, que são o meu maior exemplo de luta e superação e que vivem a verdadeira ultramaratona da vida!  Valeu a pena arriscar, porque arriscar é viver!

Até à próxima aventura… Não sei quando, quando o coração rebelde pedir. E o destino que ele escolher! A viver um dia de cada vez!…

O deserto do Saara da Ultra Mirage continuará na mente de Carla André
O deserto do Saara da Ultra Mirage continuará na mente de Carla André

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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