TRANSPENEDA-GERÊS 2016 Trail World Championships: conviver com os melhores

geres1

Como era de esperar, Luís Sommer Ribeiro foi um dos milhares de corredores e apaixonados pela corrida que ficou bastante entusiasmado com a notícia de que Portugal vai organizar o Campeonato do Mundo de Trail, a 29 de outubro do próximo ano no Parque Nacional Peneda-Gerês. Dispõe-se inclusive a ser voluntário, «seja a marcar fitas, a dar água, a ajudar onde me deixarem». Mas também faz uma ressalva: é uma oportunidade única para todos aprenderem.

 

Partilhe pelos amigos e faça um LIKE na nossa página. Obrigado! 

 

Vivem-se dias bons no trail nacional.

Portugal vai acolher, em 2016, no Gerês, o Campeonato do Mundo de Trail.

Vai ser no Gerês, com a organização a pertencer ao mais mediático corredor de montanha nacional, o Carlos Sá, o qual, aliás, já organiza uma prova nessa mesma zona.

É uma oportunidade fantástica para o nosso país, a todos os níveis.

Nem sequer falo da promoção da zona ou do investimento que vai trazer. Não sou economista, nem futurologista! Falo da oportunidade desportiva.

Na ordem do dia estão dois assuntos que podem beneficiar deste evento.

O primeiro vem da polémica levantada pela forma como a organização dos Abutres encontrou para tentar resolver o problema das inscrições.

Na verdade, ter cá o Mundial significa ter uma prova organizada sob o escrutínio dos mais elevados padrões internacionais. A todos os níveis.

Por isso, vai ser uma belíssima oportunidade para os organizadores de provas aprenderem como se faz lá fora. Vai ser óptimo verificar que temos provas nacionais que já não devem nada às que se fazem no estrangeiro.

Talvez quando nos disserem de fora, vamos perceber que faz sentido atrasar uma prova umas horas por motivos de segurança, faz sentido ter um plano B de percurso e até faz sentido, mesmo sendo atrasada a prova, manter o controlo de tempo no mesmo sítio, porque este pode prender-se com a hora do dia e não só com o tempo que os atletas estão em prova.

Quero ver também qual vai ser a forma que se vai optar para a abertura das inscrições: veremos se andará muito longe do polémico, e na minha opinião justíssimo, sorteio que a prova de Miranda do Corvo encontrou.

No fundo, em termos de organização, vamos ter uma escola para os organizadores, mas, tenho a certeza, que vamos ficar a saber que temos coisas muito bem feitas cá no país, já que parece que só “aprendemos” quando são os estrangeiros a dizer,

Acredito que o MIUT, o Grande Trail da Serra da Estrela e os Abutres, apenas para citar algumas, estão ao nível de qualquer prova com a mesma distância em qualquer país do mundo.

Em segundo lugar, na ressaca das maratonas de Lisboa e Porto, tem-se discutido que a popularidade das várias modalidades de corrida não tem trazido resultados, pelo contrário. Se, por um lado, cada vez mais temos atletas que acabam a maratona, por outro, ao que parece, os resultados dos que andam à frente estão estagnados há uns bons tempos.

 

 

No desporto de competição só se aprende a competir. E a competir com os melhores. Este campeonato vai permitir tê-los cá. Fora do argumento que ir fazer provas no estrangeiro fica caro. Vão estar cá, connosco. A passar uns dias antes da prova e outros depois.

Vamos poder estar com eles, falar com eles e, quem quiser, aprender com eles. Vamos ver os melhores a comer, a viver o dia a dia e, principalmente, a competir.

Os nossos melhores vão querer mostrar serviço, puxar os galões do localismo, espero eu, não se vão acanhar e vão tentar ombrear com os que aí vêm.

Temos, então, num cenário único no mundo, o palco montado para um evento que se espera muito positivo.

Espero que, contrariamente ao nosso espírito bem português, que as pessoas até lá esqueçam as suas quintinhas e se ajudem e se disponibilizem e com isso que ganhem experiência e que cresçam e que mostrem o melhor que temos em Portugal.

Da minha parte, como não vou ter calendário para tentar a inscrição, vou oferecer-me como voluntário e vou estar à disposição da prova, seja a marcar fitas, a dar água, a ajudar onde me deixarem. Vem aí uma oportunidade única e eu quero estar envolvido.

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos