Sacrifício é preciso para a Ultramaratona Caminhos do Tejo

António Lopes foi um dos participantes da recente Ultramaratona Caminhos do Tejo, 144 km. No primeiro dia d´«A Semana entre Lisboa e Fátima», o cronista revela os momentos que antecederam a prova. 

 

Tendo em conta o meu espírito aventureiro e o meu muito querer em testar os limites, nada melhor do que escolher a Ultramaratona dos Caminhos do Tejo para o fazer. Sabia de antemão que era uma prova enganadora, rápida, arisca, com muito asfalto e terra batida. Por isso, em relação ao calçado, escolhi Hoka One One, umas sapatilhas confortáveis em todo o tipo de terreno, sem mazelas físicas nos pés e pernas. Uma ótima opção!

Evidentemente que os “generosos” 144 km da prova exigiriam um pouco de sacrifício. Sacrifício esse que seria feito sempre em plena consciência… Dias antes já eu andava de mente focada na prova, principalmente no meio da organização logística que este tipo de evento exige. A verdade é que, sendo uma prova longa, de partida e chegada em locais diferentes e com duas bases de vida pelo meio, acarreta uma certa atenção extra. Enfim, quase uma mudança de casa…

Encontro na pala do Siza Vieira

Decidi ir de comboio para o local da partida. Saí de carro em direção a Santarém com um calor infernal, onde apanhei o Intercidades para a Gare do Oriente às 16h45. Mais coisa, menos coisa, lá chegou o dito cujo, com um atraso de 45 minutos. Saí do comboio e dirigi-me à pala do Siza Vieira para o ponto de encontro entre os atletas e a organização!

Lentamente juntaram-se os atletas com os seus receios, expetativas, troca de impressões e histórias de outras aventuras. «Há e tal e coisa e pronto… Eu numa prova fiz assim e assado…», «Pois eu já não fiz isso assim, experimentei de outra maneira e correu bem», etc. Conversas que fluíam de forma natural e com grande afeição entre todos.

Ultramaratona Caminhos do Tejo e o seu final, a Basílica de Fátima
O destino final da Ultramaratona Caminhos do Tejo

Já devidamente equipado e preparado para iniciar, e ainda a faltar cerca de uma hora para a partida, comecei a sentir dentro de mim a tão afamada ansiedade e iniciei mentalmente a prova! Entretanto chegou também o meu amigo Miguel Plácido, que também participaria na prova, e o meu amigo João Campos, que veio dar um apoio à malta e umas palavras de manifesto à nossa partida. Enfim, juntou-se ali um suave magote de pessoas entre atletas, elementos da organização, amigos e curiosos.

Sacos entregues, dorsal n.º 9 imposto, briefing feito e… toma lá disto: «Boa sorte a todos!»

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Pedro Alves

Pedro Alves

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