Run to Max 48: Rui Martins dormiu na segunda posição e acordou no quinto lugar após 1 hora

Após conhecer o percurso, totalmente diferente do que previa, Rui Martins começou o Run to Max 48, prova onde corremos durante 48 horas. Na linha de partida, dos 26 inscritos, apenas quatro atletas (os restantes resolveram começar mais tarde). Quando resolveu descansar, dormiu em segundo e acordou na quinta posição…

 

Sempre acompanhado pela minha equipa, levantei o dorsal e comecei a sentir o normal nervosismo destas provas. Conheci entretanto o vencedor de edições anteriores, mas não fiquei intimidado nem impressionado (até aqui…).

A autocaravana de Rui Martns e a sua equipa na Run to Max 48
A autocaravana de Rui Martns e a sua equipa na Run to Max 48

Fomos para a partida um pouco antes das 16 horas. Reparei que, dos 26 inscritos, só iríamos partir quatro (uma das curiosidades da corrida é que podemos escolher quando queremos começar). Apercebo-me entretanto que sou o único de casaco e com frio. Os restantes estavam de manga cava e à vontade com o frio.

Nos primeiros 42 km, Rui Martins terminou em primeiro

Como era de esperar, a partida foi calma. Todavia, o atleta inglês recordista de vitórias começou a apertar e eu alinhei com ele para não o deixar fugir até o passar da entrada da segunda volta, ficando assim em primeiro lugar até aos 42 km. Com o entusiasmo de estar em primeiro, não comi nem bebi muito bem. Quando me apercebi, já estava a perder capacidade de manter o ritmo, que evidentemente baixei. Voltei a comer e a beber e a fazer o que devia ter feito desde o início.

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Estando no segundo lugar e com uma desvantagem para o primeiro, tentei gerir a minha corrida. Após 14 horas de prova decidi fazer a minha primeira paragem para descansar, cerca de 1 hora. Era o primeiro atleta a descansar… Não consegui dormir, tinha o telemóvel comigo e fui ver as classificações. Qual não foi o meu espanto ao ver que estava no quinto lugar da geral.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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