Rui Martins com o intuito de vencer a Run to Max 48

Rui Martins alcançou recentemente o segundo lugar na Run to Max 48, correndo 225 quilómetros em 48 Horas. Ao longo desta semana vamos acompanhar a crónica desta aventura, que foi alcançada com muito sofrimento, uma aventura que esteve muito perto de se tornar numa desistência.

 

Preparei este desafio com o objetivo de tentar fazer história. Senti que era a altura de arriscar tudo e, quando falo em arriscar, é mesmo arriscar, ou seja, o meu objetivo era ganhar as 48 horas.

A partida para Londres foi no dia 10 de maio, às 6h00. Chegámos e tivemos de alugar uma autocaravana para fazer mais 200 quilómetros.

A equipa que acompanhou Rui Martins
A equipa que acompanhou Rui Martins

Pelo caminho fomos a um restaurante, Nandu´s, localizado em Londres, um restaurante com história… portuguesa. O Luís Melato, que fazia parte da nossa equipa, perguntou se havia algum português a trabalhar. Qual não foi o nosso espanto quando vimos que o restaurante contava com quatro compatriotas, o gerente e mais três empregados. Foi uma festa e prometemos que, se conseguíssemos alcançar alguma medalha, passaríamos novamente por lá no regresso.

Percurso preocupou Rui Martins

Depois de 200 km até ao Avon Tyrrell Outdoor Activity Centre, chegámos às 22 horas. Saí à rua e reparei na temperatura, muito fria. Mas não entrei muito em stress, voltei para dentro da autocaravana e preparei-me para dormir. A minha prova era às 16 horas do dia seguinte e tinha de recuperar umas boas horas de sono que não tive devido a ter de estar no aeroporto de Lisboa às 3 da manhã.

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Acordámos e estava ansioso por ver o percurso. Eu, o Miguel Carneiro e um amigo inglês, que já tinha feito a prova no ano passado, fomos fazer o percurso e ele foi indicando o caminho e dando algumas dicas. Conforme andávamos, ficava cada vez mais preocupado. A verdade é que o desnível era algo assustador e só esperava que o nosso amigo inglês estivesse enganado… Eu e o Miguel ficámos preocupados, já que não tinha sido para aquilo que havíamos treinado, um percurso muito difícil. Tentei esquecer isso e focar na prova e na estratégia que iria usar poucas horas depois.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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