Rui Martins correu 225km em 48 horas mas não ficou satisfeito com a Run to Max 48

Para assegurar o segundo lugar, Rui Martins tomou a decisão de tirar a ligadura, apesar das dores. Após 225 km e 48 horas a correr, o português ainda encontrou forças para acompanhar o amigo Miguel Carneiro. Antes do desembarque em Lisboa, uma passagem por um restaurante londrino, como prometido antes do início da Run to Max 48. Era necessário mostrar a medalha conquistada aos quatro compatriotas que trabalham e vivem em Londres.  

 

Tomei a decisão de tirar a ligadura, que estava a prender os meus movimentos, e voltar a correr como no início. Com muitas dores lá consegui acabar as 48 horas com a mesma vantagem diante do terceiro colocado. Cheguei às 48 horas e a organização disse que tinha acabado na segunda posição da geral, mas que podia continuar até às 60 horas sem alterar a classificação final porque a prova, apesar de ser de 48 horas, tem como tempo limite 60 horas.

Não entreguei o chip e fiz mais uma volta com o Miguel Carneiro, já que ele ainda estava em prova. O objetivo era parar pouco depois devido às dores. Acabei por ser o segundo classificado na Run to Max 48, muito perto do meu objetivo, que era ganhar…

Rui Martins insatisfeito com os quilómetros corridos

Mas fiquei distante do que pretendia em termos de quilómetros. Todavia, tendo em conta a altimetria que não foi planeada, estou supercontente com a minha prestação. Sem dúvida que, sem o apoio da minha equipa, mulher, filhos e amigos, não conseguiria fazer história como alcancei.

Como prometido, voltámos ao restaurante Nandu´s com as medalhas ganhas, onde formos recebidos com muito amor, entusiasmo e festa. Em Lisboa, recebido pela família e amigos no aeroporto, senti que deixei todos orgulhosos, o que me deixou super-feliz.

Muito obrigado a todos!

Entretanto, Miguel Carneiro fez um “live” após terminar a sua prova, um duplo triatlo:

Publicado por Miguel Carneiro em Domingo, 13 de Maio de 2018

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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