Português Rui Martins contra os “jogos de equipa” dos adversários na Run to Max 48

Na parte final da Run to Max 48, prova que tem a duração de 48 horas, o português Rui Martins, na segunda posição, confronta-se com a entreajuda dos restantes atletas do Top 4, o que poderá colocar em causa o seu lugar nos últimos quilómetros.

 

Voltei, reparei que continuava na terceira posição e, mais importante, que todos estavam a dormir. Então aproveitei e apertei como podia, devido às dores. Consegui recuperar a segunda posição, obtendo uma vantagem confortável em relação ao terceiro colocado.

Entretanto, e para a minha motivação, o Miguel Carneiro já estava em prova e o Hugo Matos estava prestes a começar. Queria estar fresco para poder correr com eles quando começassem a corrida, pois ambos iriam fazer o mesmo percurso que eu estava a correr.

Rui Martins cumpriu um dos seu sonhos: representar Portugal numa prova internacional
Rui Martins cumpriu um dos seu sonhos: representar Portugal numa prova internacional

O Miguel foi o primeiro a chegar a corrida, mas teve muitos problemas com o frio. De vez em quando lá o consegui acompanhar, mas ele estava muito forte.

Rui Martins vê a sua posição em causa na Run to Max 48

O Hugo, quando chegou a corrida, estava em primeiro lugar e com um ritmo magnífico. Consegui fazer meias voltas com eles, mas foi muito motivador estarmos os três a nos ajudar mutuamente. Mantendo o segundo lugar, fui gerindo a vantagem, visto que tinha medo de voltar a ter muitas dores.

O primeiro a acabar a sua prova foi o Hugo Matos, que ficou de imediato no abastecimento a ajudar. Faltando duas horas para o término das 48 horas de prova, reparei que o 1.º, 3.º e 4.º lugares estavam juntos, os três se apoiando quilómetro a quilómetro. Notei de imediato que o ritmo tinha aumentado. E muito! Perguntei então a organização a quantas voltas estava do terceiro e do quarto colocados e eles disseram que estava a apenas quatro e seis voltas, respetivamente.

Definitivamente, a minha posição estava em causa…

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos