Paulo Paula regressa aos treinos na segunda-feira após a Maratona de Fukuoka

Após a Maratona de Fukuoka, Paulo Paula regressou ao Brasil. Apesar das poucas horas entre conexões, a verdade é que o brasilerio, atleta do Belenenses, sentiu o cansaço da viagem, além do fuso horário. Este é o último dia do diário do maratonista brasileiro.

 

No Brasil, acreditava que conseguiria finalmente descansar, mas tal não foi possível de imediato, já que auxiliei o meu irmão nos treinos para as crianças do Instituto Gêmeos do Brasil. No total, cerca de 40 jovens que têm o Atletismo como meta nas suas vidas.

Mesmo após correr a Maratona de Fukuoka, com um resultado muito positivo na minha opinião, não me senti muito cansado ou dolorido. O cansaço que senti ao longo desta semana, cerca de seis dias depois da prova no Japão, foi mesmo provocado pela longa viagem.

Paulo Paula reencontrou a intérprete que conheceu em 2006
Paulo Paula reencontrou a intérprete que conheceu em 2006

A corrida foi melhor do que esperava. Um clima perfeito, cerca de 16 graus e um lindo dia de Sol. Em questão de organização, nada a assinalar, sempre impecável, desde a recepção até a hora da despedida dos atletas. Com um percurso muito bonito, em largas avenidas, e com espetadores a assistir e a aplaudir os corredores ao longo do percurso, a Maratona de Fukuoka é realmente algo especial.

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Mesmo a correr, observei como a organização prioriza os estudantes, que trabalham voluntariamente na prova. Através dessa aproximação, muitos acabam por se apaixonar pela modalidade, o que aumenta a probabilidade de serem atletas no futuro.

Presentes como forma de demonstrar gratidão

A prova é uma das que faço questão de participar todos os anos, principalmente devido ao excelente trabalho da organização, que trata todos os atletas com muito carinho. Apesar de não ser um povo que demonstre afeto com palavras, os japoneses sempre mostram a sua gratidão e admiração, por exemplo, através da entrega de presentes, como aconteceu em Fukuoka.

Outra coisa que a prova deste ano proporcionou foi o reencontro com uma intérprete que havia conhecido no Mundial de Estafeta de Ekiden, em 2006. Ao ver-me, mostrou de imediato fotos tiradas à época, juntamente com a delegação brasileira de Atletismo. Ela foi aliás a pessoa que me ajudou na comunicação nos dias em que estive em Fukuoka.

Após a semana de descanso, pretendo retomar os meus treinos na próxima segunda-feira, já que tenho alguns objetivos ainda para os meses de dezembro e janeiro.

Gostaria mais uma vez de agradecer a todos que estão sempre ao meu lado, acompanhando e “torcendo” por mim, aos meus patrocinadores, Instituto Gêmeos do Brasil e Skechers Perfomance Brasil, ao meu clube, o Belenenses, e, evidetemente, ao site corredoresanonimos.pt, que proporcionou a inclusão deste diário, que procurou mostrar aos leitores um pouco de como é o dia a dia de um maratonista na semana que antecede a uma grande competição.

 

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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