O passito a passito de Filipe Custódio no UTAX

Decorrido mais de metade do UTAX, Filipe Custódio já faz a contagem regressiva para o final da prova, sempre «passito a passito», o que permite ao madeirense ver, por exemplo, um veado. Mas as descidas dificultam a sua perfomance, como admite no quarto dia d´« A Semana… “Olha, estou de volta!».

 

Foi quando fui surpreendido com um salto de um veado a cerca de 10 metros. Natureza no seu estado mais puro! Seguiam-se cerca de 10 km até ao abastecimento do Observatório. Era ultrapassado pela malta dos 55 km e dos 24 km, palavras de apoio mútuos e lá fui no meu “passito a passito…”. Ainda tentei acompanhar alguns, mas era melhor não me entusiasmar para nada dar errado.

 

 

Ainda acompanhei a atleta Lúcia Franco e o Nuno Vieira da Madeira até a separação das provas de 55 km e 112 km, que me deram palavras de incentivo. Um obrigado a eles! Claro que, na separação, a organização tinha de colocar o percurso da principal prova a subir novamente até ao Observatório, onde já tinha a equipa de assistência à minha espera. Mais alguns minutos de descanso, pois já tinha cerca de 70 km ultrapassados.

Descidas preocupam Filipe Custódio no UTAX

Vinham agora cerca de 10 km de descida, o que não era nada bom para o joelho direito. A tendinite começava a dar sinal de massacre. Descida e mais descida e… mais descida! Já vos disse que detesto descer? Pois, detesto…

Mas lá cheguei a Vila Nova, com cerca de 80 km. Desci tanto que até pensava que ia enganado. Uma vez mais, se não fosse a minha assistência pessoal, morreria a fome. Enfim, isso são outras contas. Pedi a minha mulher para carregar no spray frio para atenuar as dores e parti sem mais demoras. Agora só teria a companhia dela em Gondramaz, ou seja, em Miranda do Corvo estava por minha conta.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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