«Olha o passarinho»…

 

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Correr e tirar fotografias? Tiago Leal assim fez no Trail Oh Meu Deus 70k. O Trail assim permite, já que as imagens que desfrutamos são realmente únicas e apenas alcançáveis para quem caminha ou corre. No penúltimo dia d´«A Semana do passeio pela Serra da Estrela», o atleta do grupo Invicta Runners Team aproveitou ainda a sua experiência no Estrela Grande Trail para levar menos peso na sua mochila, por exemplo.

 

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No EGT, o João Ferreira acompanhou o Virgílio Mascarenhas nos 26K, em mais um exemplo de companheirismo. O João ia fazer o Trail Oh Meu Deus 70k, no dia 4 de Junho, a sua maior distância. Durante os 90K do EGT, tinha dito ao Gil que tão cedo não voltaria a fazer uma prova daquelas… Mas a verdade é que as amizades e o companheirismo que se criam nestas provas são laços muito fortes…

No dia 26 de maio, liguei ao João:

– João, vais sozinho aos 70K do Oh Meu Deus?

O João respondeu afirmativamente e eu não podia deixar de ir… Inscrevi-me! A minha treinadora deu-me um valente puxão de orelhas, mas a verdade é que me estava a sentir bem, com confiança e tinha de ir com o João!

O Pedro Portugal indicou-nos onde ficar no Sabugueiro e, bem instalados no alojamento Recantos da Estrela, tivemos uma boa noite de um curto mas essencial descanso. Antes, porém, tivemos oportunidade de ver chegar os primeiros atletas da prova dos 160K.

A prova dos 70K tinha início às 8h00, em Seia. Chegamos cedo, assistimos ao “briefing” e partimos tranquilamente. Tinha aprendido com os vários erros que cometi no EGT e por isso a mochila estava bem mais leve. Não levei os bastões. Barras? Só duas, mais 0,75 litros de água pura, sem nada. Levei ainda uma saqueta com uns sais, de prevenção.

Às 8h00 partimos de Seia. A manhã estava magnífica, sentia-me bem e rapidamente fui no grupo da frente. O perfil da prova, nos primeiros 35 km, era só um: subir até à Torre! Estava muito confiante e fiz os primeiros 6 km sempre a correr, num trote ligeiro, até encontrar umas simpáticas senhoras a oferecer um abastecimento fantástico. Bebi um chá de Gengibre (lembrei-me da Carmen…) e comi um biscoito de Alfarroba com Aveia e Frutos Secos, similar ao que a minha grande amiga e companheira de treino no Run4Ecellence (e da equipa Invicta Runners Team) faz tantas vezes com carinho… Ali, tão surpreendente e saudável no meio da Serra! Fez-me bem e deu-me ainda mais moral! Senti-me muito grato!

Como estava no grupo da frente, tive de esperar uns minutos pelo João, que vinha com os bastões que o Virgílio lhe havia emprestado e com uma mochila pesadíssima, quase tão pesada quanto a que eu tinha levado no EGT.

Estivemos a tirar fotos com as simpáticas senhoras e, como estava muito calor, aproveitámos a paragem para nos libertar de alguma roupa. Continuámos a subir até ao Sabugueiro. O João seguiu no seu ritmo, enquanto eu também. Como a prova tinha poucos fotógrafos, aproveitei para parar e tirar fotografias… A Serra da Estrela é lindíssima!

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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