Alcançar o melhor tempo na Meia-maratona mas com saudades da Ponte 25 de Abril

Apesar do forte vento, da chuva e do novo percurso, Ruben Costa conseguiu, na Maratona de Lisboa, alcançar o seu melhor tempo na distância. No entanto, confessa, passar pela ponte 25 de Abril «é mais marcante», tem outro élan.

 

Mal efetuei o retorno no Cais Sodré, no quilómetro 8, sentiu-se logo que o vento seria o principal obstáculo a vencer. As rajadas foram ainda mais forte desde o quilómetro 13 ao 17, local de novo retorno do percurso. Apesar disso, consegui manter um ritmo constante.

Procurei seguir num grupo para me abrigar, mas o melhor que consegui foi mesmo seguir atrás de um ou outro corredor que seguiam espaçados. Nesse momento percebi que o ritmo tinha caído muito, mas ainda assim procurei gerir porque sabia que, aos 17 km, no novo retorno, na zona de Dafundo, o vento ia estar de costas e assim ajudar a aumentar o ritmo até à meta.

Vento impulsiona para um novo recorde na Meia-maratona

Nova viragem, faltavam 4 km para a meta. Nesse momento o vento ficou de costas, o que ajudou a aumentar o ritmo. De repente o céu ficou negro e a chuva caiu forte, uma chuvada valente que batia nas minhas costas como que alfinetes a picar. Era chuva picada a vento. Aguentei e, como ia a controlar o tempo final pelo relógio, estava a ficar confiante num bom registo final.

Acabei por passar a meta com novo recorde na prova e numa Meia-maratona, com 01h32m04 (4:20/km). Excelente, já que, antes da prova, tinha-me proposto a tentar fazer uma média entre os 4m15/4m20 por km, o que consegui. O novo percurso foi do meu agrado, gostei deste novo início, apesar de achar que a passagem pela ponte 25 de Abril é mais marcante. Mais do que tudo, fiquei feliz pelo tempo final.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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