Meia-maratona de Évora entre a monotonia e o êxtase

Depois de ficar pouco impressionado com a Feira do Corredor, Ruben Costa voltou a correr a Meia-maratona de Évora, cujo 60% do percurso da distância é em empedrado, o que dificulta a performance dos atletas.

 

Como tinha pernoitado num alojamento muito próximo da partida, de manhã deu para tomar o pequeno-almoço com calma e dirigir-me para a praça com tempo. Por volta das 10h00, o local já estava a ficar cheio de corredores, prontos para percorrer os 21 km, os 10 km ou a caminhada. A praça, embora grande, rapidamente se tornou pequena para tanta gente e, com o aproximar da hora da partida, aumentou o “aperta-aperta”, corredores a tentar furar entre eles para estarem o mais à frente possível, a saltar as baias de proteção. Enfim, o normal em tantas provas.

Às 10h30 chegou o momento da partida e, como em 2015, o início foi estreito, sinuoso, sempre num empedrado irregular, piso típico do centro da cidade por onde as provas do circuito Running Wonders passam. O piso foi a minha principal preocupação nos primeiros 2/3 km, já que facilmente poderia tropeçar na calçada irregular. Para piorar, o início tinha descidas acentuadas e curvas muito apertadas. Depois de sair da zona da muralha, o piso em empedrado manteve-se por mais uns quilómetros, mas, como a estrada era mais larga, deu para controlar melhor as passadas. Aliás, tenho a sensação de que 60% do percurso dos 21 km é em empedrado, dentro e fora da muralha de Évora.

Percurso inverso do corrido em 2015

O percurso deste ano era o inverso de quando participei em 2015, com passagens num ou outro local novo. Por exemplo, a Estação de Comboios de Évora e o campo de futebol do Lusitano Ginásio Club. Confesso que, enquanto corríamos no interior e na zona circundante à muralha, o percurso era interessante, com público aqui e ali a puxar pelos corredores. Todavia, ao afastarmos dessa zona (entre o km 12 e 20), o percurso tornou-se um pouco monótono, mas esse era o preço da necessidade de “esticar” a Meia-maratona e assim ter 21,097 km.

Gostei do facto do percurso ter várias zonas onde os corredores se cruzam, cada um na sua faixa, permitindo assim puxarmos uns pelos outros. Se a fase inicial era marcada pelo piso empedrado, o piso em alcatrão estava em excelentes condições longe do centro. Os vários pontos de abastecimentos eram muito bons, com água, fruta e bebidas energéticas, sem confusão.

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Ao longo do percurso mantive sempre um ritmo controlado. Embora tenha sentido que tinha mais descidas do que em 2015, tornando-se assim mais fácil, não forcei muito o ritmo para guardar as necessárias forças para o último quilómetro.

No geral, e uma vez mais, gostei de ter participado na Meia-maratona de Évora, prova muito bem organizada, com bons abastecimentos (diria até com os abastecimentos suficientes para todo o percurso dos 21 km), sempre com polícias/militares nos principais cruzamentos e fitas a delimitar o percurso. O que não impediu que vários corredores atalhassem por cima de passeios ou fugissem da estrada em calçada. Mas foi e será sempre assim…

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

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