Luís Sommer Ribeiro com os pés na Terra

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Depois do Ultra Trail du Mont Blac, e para gáudio dos leitores do CORREDORES ANÓNIMOS, Luís Sommer Ribeiro regressa à Terra e ao nosso site. Na crónica desta semana, um tema que interessa a todos: como o FINISHER do UTMB encontra motivação para correr após concluir a prova que sempre sonhou (leia aqui como foi a prova)?

 

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Já fiz vários desportos e actividades (algumas fiz apenas uma vez), de saltos estranhos a bodyboard, de bicicleta a kart. Uns de forma mais séria, outros de forma menos séria.

Em regra, o meu elemento é a terra. Tenho amigos que só se sentem bem no ar. Ou na água.

Eu gosto de terra.

E esta modalidade permite-me isso. Por mais alto que suba, tenho sempre de fazê-lo com os pés no chão.

Agora que regressei do UTMB, que voltei do sonho, é o momento de baixar novamente e pôr então os pés na terra.

Acabou a preparação intensa. Então e agora?

Em primeiro lugar vem o descanso, é quase um mês a correr, no máximo, uma hora num treino.

Muito cuidado para não haver lesões.

Este mês aproveito para fazer um balanço. O que correu bem e mal na época que passou – notoriamente as 16 últimas horas em prova correram mal – e a partir daqui vou recomeçar a trabalhar.

O UTMB já foi. Tê-lo feito não faz de mim melhor atleta. O treino fará. Porém, é evidente que tenho de aproveitar a experiência que tive para limar arestas.

Se o ano de 2015 foi o ano das distâncias longas, inimagináveis para mim, o ano de 2016 vou trabalhar para ser um ano de consolidação. Só pretendo fazer uma prova de 100km e vou aproveitar para aprender a correr.

Vou aproveitar para aprender a descer. Sei que sou forte a subir mas tenho de ficar mais rápido a descer.

Embora seja um atleta muito medíocre nos resultados, não o sou nem no trabalho e nem na ambição. Por isso queria fazer algumas provas sólidas em 2016. Claro que não digo ganhar, digo acabar e ver que fiz como os da frente a fazem, mas ao meu ritmo. Só quero andar por onde eles andam e, mesmo assim, se puder correr, corro; quero acelerar onde eles aceleram.

No fundo, depois d´A PROVA, o objectivo é aprender.

Bem, aqui poderia surgir a questão da motivação, que certamente surge a muitas pessoas depois de concluírem um objectivo desportivo.

Mas, com a preparação que fiz, a motivação melhorou. A verdade é que faço o que gosto, como gosto, com quem gosto, onde gosto. E, ainda por cima, tenho pessoas a ajudar-me e a puxar cada vez mais por mim.

O caminho que quero fazer é o da evolução. É o caminho que acho natural. Não quero ser melhor do que qualquer outra pessoa, mas, certamente, amanhã quero ser melhor do que hoje.

E para isso é continuar, um passinho de cada vez…

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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