Km a km, até o fim da Maratona de Sevilha

Após a preparação, chegou o momento de Nuno Gomes correr a sua segunda Maratona na carreira, em Sevilha. A incerteza de que chegaria ao fim foi constante ao longo dos 42,195 km… 

 

25 de fevereiro de 2018 – às 8H30 (7H30, HORA DE PEDRÓGÃO)

Começa a corrida, sem grandes confusões. A normal euforia da partida estava arrefecida pela incerteza de terminar a prova em boas condições. Teria, mais do que nunca, de estar atento às sensações e calibrar a velocidade de acordo com as possibilidades do cabedal. Foi quase sempre assim.

A partir dos 15 km.

Nuno Gomes satisfeito por não ter agravado a lesão, mas infeliz com o tempo na Maratona de Sevilha
Nuno Gomes satisfeito por não ter agravado a lesão, mas infeliz com o tempo na Maratona de Sevilha

Havia como que um acordo secreto entre a “senhora distância” e a “menina velocidade”, que eu desconhecia à partida, em que a segunda abaixo do moderado permitiria à primeira atingir os 42. Estava preso ao acordo, ainda assim conservava religiosamente a nota de 20€ para o táxi.

As minhas metas eram várias.

A primeira coloquei-a aos 21 km, era a metade. Já não fazia esta distância há mais de dois meses e, ao atingi-la, garantia desde logo uma superação. Era a mais importante, mas só até lá chegar…

Terminar a Maratona de Sevilha sem agravar a lesão

Depois tornou-se importante chegar aos 25 km, que foi relativamente fácil.

Se chegasse aos 30 km, a probabilidade de terminar aumentava significativamente.

Aos 32 km faltavam apenas 10 km, a distância de um “treininho”. Na altura, corríamos entre a Praça de Espanha e a zona quente dos bares sevilhanos. Absorvi cada um dos incentivos das centenas de pessoas que assistiam como se me fossem dirigidos. E segui, quase “anestesiadamente”, cada um dos km seguintes.

Percebi que iria terminar no estádio quando, a certa altura, seria mais difícil arranjar um táxi do que seguir no percurso. Entrei no estádio sem capacidade nem vontade de aumentar o ritmo, ainda que o relógio se aproximasse rapidamente das 4 horas. Estava feliz, moderadamente.

Tinha terminado sem aparentemente agravar a lesão, mas as 3h59 estavam a uma hora de distância do objetivo…

Assim foi a minha segunda Maratona, a primeira em Sevilha. A terceira será a segunda em Lisboa e a quarta será a primeira no Porto. Haja saúde!

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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