Inês Jordão no segundo lugar na Spartan Race Ultra Beast Morzine

Inês Jordão alcançou o segundo lugar na Spartan Race Ultra Beast Morzine, em França, uma das provas mais duras de obstáculos na Europa. Mais uma etapa ultrapassada tendo em vista o Europeu da modalidade, no próximo dia 16 de setembro, em Andorra. 

 

Até à data, esta foi certamente a melhor prova onde já participei! Foi um percurso de  mais de 48 Km, com 3.800 de desnível positivo e com mais de 50 obstáculos, muito mais do que havia sequer imaginado. O desnível acumulado, os trilhos técnicos, o percurso com paisagens a perder de vista, os cursos de água com correntes fortíssimas do rio Dranse, as temperaturas e chuvas vigorosas que enregelavam qualquer espartano… A somar a tudo isto, as atividades (off trail) super radicais, como canyoning e rappel em rocha. Enfim, algo inédito que eu nunca tinha feito antes!

A felicidade de Inês Jordão no pódio do Spartan Ultra Beast Morzine
Inês Jordão no pódio do Spartan Ultra Beast Morzine

Ao longo do percurso tivemos que superar bastantes obstáculos, na sua grande maioria já bem conhecidos dos participantes, como saltar paredes, carregar sacos de areia ladeira abaixo e acima por mais de um km, carregar blocos de cimento (pesadíssimos!!!), o “Atlas Lift”, que consiste em carregar um globo de cimento, fazer cinco burpees e voltar para trás, subidas de corda, o usual Hércules, muita lama e mais lama, arame farpado de perder de vista, um obstáculo recente designado “Olympus” (uma espécie de “cat wall” exigente e com muito grip), “Slakline” (sempre tão difícil, sobretudo com muita lama e ténis de trail para montanha), “Memory Boards”, a indesejada “Spearthrow” (que consegui superar com sucesso no primeiro round), etc. E tudo isto sempre em dose dupla! Para terminar em beleza, já sequiosos de chegar à meta após sensivelmente 50 km, os “Monkey Bars” (ou 30 burpees para quem tinha as mãos enregeladas como eu) antes do mítico “Fire Jump”.

 

Inês Jordão ressalta o companheirismo
na Spartan Race Ultra Beast Morzine

 

O companheirismo entres os atletas foi de salutar, os voluntários foram inexcedíveis (Parabéns!!!) e a organização do evento esteve no seu melhor! Ao longo do percurso houve momentos de partilha, entreajuda, de luta e, sobretudo, de superação pessoal.

Este tipo de experiências fazem parte de um processo de aprendizagem e enriquecimento pessoal que nos molda e prepara para a vida. Aprendemos a lidar com as derrotas e a saborear as nossas pequenas vitórias, como nos devemos comportar em grupo. Estimulam também o nosso fairplay.

Foi a minha primeira Ultra, nunca tinha ido para além dos 30 km. O meu objetivo era ser “Finisher”. Consegui!

Inês Jordão conquistou mais uma medalha na sua carreira
A medalha de Inês Jordão na Spartan Ultra Beast Morzine
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Pedro Alves

Pedro Alves

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