A verdadeira epopeia nos trilhos de Filipe Custódio no UTAX

O terço final do UTAX é de uma extrema dureza, como todos que fazem a prova o sabem. Para Filipe Custódio não foi diferente. No último dia d´«A Semana… “Olha, estou de volta!», todo o tempo ganho até então foi perdido pelo madeirense, que mesmo assim terminou a sua prova, sendo “obrigado” a dançar o bailinho da Madeira na meta.  

 

Agora é que começava a verdadeira epopeia nos trilhos. Trilho dos Abutres, mas ao contrário. Eu nem queria acreditar que seria algo tão duro. A minha amiga Juliana tinha avisado: «Em condições normais são 2h00 de subida. Vocês, se calhar, demoram mais um pouco». Confesso que pensei que o cenário não deveria ser assim tão negro.

«Uiiii

Até me dói de pensar no que sofri para chegar a Gondramaz. Mas não acabava aqui… Subida interminável, mas lá fui na conversa com um amigo “salamandreco” e fomos dando força um ao outro. Chegada ao último abastecimento. Posso dizer que foi o melhor posto de toda a prova, faziam tudo para nos sentirmos bem, quase nos davam a canja na boca (risos). Mas vamos lá acabar isto que já se faz tarde…

O tempo que estava a ganhar até Miranda do Corvo o perdi todo nos últimos 20 km. A saída de Gondramaz foi uma satisfação agridoce: passados alguns quilómetros faltava uma subida (mas que parede…) e 8 km a descer, que pareciam 800 km em trilho muito técnico, algumas zonas até perigosas para quem já vem com 100 km nas pernas

Filipe Custódio surpreendido com o bailinho da Madeira

Mas vi finalmente as luzes da Lousã. Parecia que tinha rejuvenescido. Serrei os dentes e vamos lá tentar correr, o que já não conseguia fazer há algumas horas. Fim do trilho e começava o alcatrão final para a meta. Não esperava ser surpreendido pelos amigos Nuno Margarido, Sonia Silva e a Carolina Silva, que me acompanharem nos metros finais (estiveram mais de 1h00 ao frio, à minha espera). Imensamente grato, amigos!

 

O cruzar da ansiada meta do UTAX
O cruzar da ansiada meta do UTAX

 

Na chegada fui surpreendido com o “bailinho da Madeira”. Era para dançar com os amigos e com a minha equipa de assistência, que estavam à espera. Custou mais do que fazer os 112 km!

Eis que vejo o pórtico de mais um sonho, mais uma montanha conquistada. Enfim, desafio superado!

Obrigado amigos, mulher, equipa de assistência, pais… E obrigado também aqueles que pensavam que eu não conseguiria, pois só me deram mais força para lutar.

Até breve, num trilho por aí…

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Pedro Alves

Pedro Alves

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