Fernanda Verde vai participar no seu terceiro Mundial de Trail

Após conhecer o Trail, uma das metas de Fernanda Verde era representar Portugal nos Mundiais da modalidade. A terceira vez consecutiva acontecerá no dia 12 de maio, em Espanha. «O caminho de um atleta faz-se caminhando, lutando e nunca desistindo dos objetivos», defende.

 

Propus-me ao Campeonato Nacional em 2015 e fui campeã nacional do Circuito de Trail Ultra, que me deu apuramento para o Mundial, que foi realizado em Portugal, mais precisamente na linda região do Gerês, com a distância de 85 km.

Em 2016, fui campeã regional na minha linda cidade de Viana do Castelo.

A nível nacional, quis alargar as distâncias e fiz as provas de Ultra Trail Endurance, onde fui vice-campeã da Taça de Portugal e do Circuito de Endurance, que me voltou à colocar na seleção nacional, desta vez em Itália, na distância de 50 km.

Fernanda Verde vai representar Portugal no Mundial de Trail pela terceira vez consecutiva
Fernanda Verde vai representar Portugal no Mundial de Trail pela terceira vez consecutiva

Em 2017 voltei a ser campeã regional, mas também venci a Taça de Trail Ultra, que me deu o apuramento para o Mundial deste ano, em Espanha. Fui ainda vice-campeã no circuito de Endurance e terceira colocada no circuito de Ultra Trail.

Ou seja, o caminho de um atleta faz-se caminhando, lutando e nunca desistindo dos objetivos.

O Trail em Portugal segundo Fernanda Verde

Em Portugal, o Trail tem vindo a crescer muito nos últimos anos, digo até que tem desviado um pouco os “atletas” da competição de estrada. O facto de estarem em contacto direto com a natureza, a convivência nos trilhos entre atletas, as paisagens que se observam e o voltar a ser criança no “salta pedra”, no molhar os pés nos riachos e acabar os desafios todos ensopados e cheios de lama, faz desta modalidade uma autêntica diversão. Esta é a forma como eu vejo o Trail e que encaro os meus desafios.

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Mas, evidentemente, adoro uma boa competição e a adrenalina que esta transmite, principalmente quando tenho um objetivo em mente, como no caso os apuramentos para o Mundial de Trail, que já o faço há três anos consecutivos. Correr pela seleção nacional de um país é o sonho de qualquer atleta, mesmo sendo uma atividade que não é remunerada. Ouvir o hino nacional na apresentação das seleções e vestir as cores nacionais da nossa bandeira é algo emocionante, ao ponto de nos deixar de lágrimas nos olhos.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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