Nascimento do filho levou Fernanda Verde ao Trail

Fernanda Verde representará mais uma vez Portugal no Mundial de Trail, agendado para o dia 12 de maio. Em Espanha, promete correr com o lema que norteia a sua vida: «Nem o Céu é o Limite». Entre hoje e sexta-feira publicamos uma crónica sua, de quem é e de como o Trail é essencial na sua vida, mas também o orgulho que sente em representar a seleção nacional. Nesta primeira parte, descubra como a multifacetada Fernanda Verde descobriu o Trail.

 

Passo por me apresentar,

Fernanda Verde, nascida e criada num cantinho de Portugal mais conhecido pelo Minho. Tenho 40 anos e sou mãe de um lindo menino chamado António, de 5 anos. Na minha vida só tenho um único lema: “Nem o Céu é o Limite”. Com esta frase nasceu uma nova vida.

Sou profissional na área de Desporto e Saúde, dou aulas de grupo e trabalho personalizado, para além de ser treinadora de Atletas de Montanha. Tenho uma Clínica de Medicinas Alternativas, onde exerço a função de Osteopata, Acupuntura, Massagista e PT. Faço ainda acompanhamento de atletas nas mais diversas modalidades, como o Trail, o BTT, a corrida de estrada e o surf.

Fernanda Verde recebe o abraço do filho
Fernanda Verde recebe o abraço do filho

O meu tempo diário é sempre muito bem aproveitado, ora dedicado ao meu filho, aos meus atletas, aos meus pacientes, aos meus alunos e, por fim, aos meus treinos diários e ao meu período de descanso.

O início de Fernanda Verde no Trail

Comecei no Mundo do Trail Running após o nascimento do meu filho, António, a convite de uns amigos.

Não sabia nada da modalidade e, como acontece com todos no primeiro desafio, não estava minimamente preparada para o que me aguardava na Montanha. O calçado era de estrada e a roupa a que usava nas minhas aulas de Fitness.

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Arranquei montanha acima, sem água, sem comida e sem saber o que me esperava. Escusado será dizer que sofri desde o primeiro até ao último quilómetro. No entanto, como não tenho por hábito desistir dos meus objetivos, e independentemente do sofrimento vivido devido a falta de treino e inexperiência da modalidade, adorei toda aquela envolvência de pessoas, de paisagens e de voltar a ser criança nos trilhos.

Voltei a sentir-me viva.

Nasceu desde então esta adrenalina pela competição e pela Montanha.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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