Esperanças baixas para a Maratona de Sevilha

Após a preparação, chegou o momento de Nuno Gomes e os amigos partirem para a Maratona de Sevilha. Na véspera da corrida, uma baixa inesperada… 

 

24 de fevereiro de 2018 – PARTIDA PARA SEVILHA

Eu, o Daniel e o Ângelo Alexandre partimos de carro em direção a Sevilha, às 7h00. O Ângelo, meu parceiro de muitos treinos e o menos experiente dos três, levava com ele o sonho de terminar uma Maratona. Os seus 33 anos e um plano de treinos cumprido quase sem problemas deixavam antever uma boa prova. Abaixo das 3h30, certamente. Perto das 3h00?

A conduzir foi o Daniel, já que eu tinha decidido participar… Era o nosso atleta experiente e os seus conselhos eram escutados por nós com muita atenção. Uma picada nos gémeos da perna esquerda na semana anterior causava-lhe preocupação. Estava preparado para correr com a perna ligada…

Eu já tinha descartado qualquer tipo de ambição que não fosse mais do que terminar, não queria estragar a minha recuperação. Iria correr até um bocadinho antes da “dor” e desfrutar das sensações que a Maratona numa bonita cidade sempre proporcionam.

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Já em Sevilha, no Palácio de Exposições e Congressos, levantamos o dorsal, o saco do corredor, comemos seis pratos de pasta, dois cada um, e visitamos a Expo Maratona. Já depois de instalados no hotel, saímos para uma última corrida, ambos com as pernas ligadas, que serviria sobretudo como último teste de aptidão física. A primeira má notícia surge da boca do Daniel: a dor voltou e, portanto, não iria correr no dia seguinte.

25 de fevereiro de 2018 – 5H27 (4H27, HORA DE PEDRÓGÃO)

Toca o primeiro despertador. Três minutos depois, o segundo. Em uma hora teríamos de sair do hotel, já com o pequeno-almoço tomado para estacionar tranquilamente, junto ao estádio, às 7h00.

Ainda de noite, chegavam, cada vez em maior número, grupos de participantes. Gradualmente as ruas iam ficando cheias, completamente cheias. Afinal, seríamos mais de 13 mil, todos para a Maratona.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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