Dos 21 aos 217 km: uma ponte muito especial entre os sonhos de Carla André

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Carla André participará em breve da mítica Badwater, um desafio de 217 km. Na preparação para a prova dos Estados Unidos incluiu a não menos mítica Meia-maratona da Ponte 25 de Abril, um dos principais eventos populares e desportivos do país. Aqui fica o seu relato, um relato bastante emotivo, já que a corrida, para esta impressionante “corredora anónima”, é formada acima de tudo por sentimentos…

 

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Foi em 2011 que fiz a minha primeira Meia-maratona. Nesse mesmo dia decidi que faria depois a minha primeira Maratona…

Passo a passo, sonho após sonho, já coleciono alguns! Ontem comemorei esse dia a correr novamente a Meia-maratona. Vim aquecer o coração com os amigos e levar forças para o próximo grande sonho: ser a primeira menina portuguesa a levar a nossa bandeira à mítica Badwater, um desafio de 217 km!
carla andre

A partida da Meia-maratona é sempre uma emoção: milhares de pessoas, milhares de sorrisos, um local onde não há tristeza, apenas felicidade no ar. Por isso dizem que correr está na moda. Puro engano! Na verdade, quem corre sabe que descobriu uma das sementes da felicidade!

O helicóptero que dá o “tiro da partida” levou a minha mente ate à terra onde deixei o coração faz agora um ano, quando esse tiro de partida também era feito pelos céus! O poder da mente é enorme porque permite que, num simples fechar de olhos, partamos para quilómetros e quilómetros do espaço físico que os nossos pés sentem.

Corri mais uma vez esta ponte que marca os sonhos, os amigos que conheci e que conheço, senti novamente a força que me apetecia dar e gritar: «Nunca desistam dos vossos sonhos!»

Os sonhos não têm quilómetros, não são o tamanho da distância que percorres, mas sim o tamanho que eles representam no teu coração.

Há cinco anos a minha Meia-maratona era o meu sonho e ontem foi o sonho de muitos. Consegui sentir isso nos seus sorrisos e nos seus esforços, porque, a cada passo que damos, somamos conquistas!

A Meia-maratona de Lisboa, para mim, representa o convívio; para muitos, representa dar o máximo. É definitivamente uma ponte repleta de alegria.

Por isso voltei, com saudades de quando comecei. Ontem fui para “quebrar” os muitos treinos solitários e levar este calor humano que me conforta o resto dos dias.

O tempo que levei a percorrer esta estrada não é importante, não quero bater nenhum PB (recorde pessoal), corro para bater os meus PBD (Personal Best Dreams).

E assim termina mais um treino, com a ponte nos pés e o calor dos amigos no coração!

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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