Corrida do Benfica, uma corrida para não correr

A 12.ª Corrida do Benfica teve lugar no passado domingo, dia 9 de Abril, e com “lotação esgotada”. Patrícia Ferreira, do blog Ele Cozinha, Ela Lava, era uma dos cerca de 12.500 atletas inscritos, embora nem fosse benfiquista. «Resolvi fazer a prova como teste para a Meia-maratona do Douro, em Maio, e para apoiar o benfiquista “ferrenho” lá de casa», confessa. O objetivo era baixar dos 55 minutos. Mas o problema é que Patrícia Ferreira percebeu tarde demais «que esta era uma corrida para não correr»…

 

O dia começou normal e com o pequeno-almoço habitual antes das corridas de fim-de-semana: papas de aveia e matcha latte.

Em equipa vencedora não se mexe, não é verdade?

 

Preparei o equipamento na noite anterior, só para ter a certeza de que nada faltava. É um hábito meu deixar tudo organizado e preparado para o treino do dia seguinte. Faço-o sempre, quer seja para treino de ginásio ou provas de corrida. No dia anterior também me certifiquei que o relógio, os headphones e o telemóvel iam ter bateria para o dia da corrida. Por isso, pus tudo a carregar!  Sempre ouvi dizer que a preparação é a chave de tudo!

 

Equipamento da recente prova Corrida dos Campeões

 

Equipamento do Grande Prémio Natal



Depois da digestão feita, hora de ir. Fomos de metro até à estação Colégio Militar/Luz e andámos um pouco até ao ponto de partida. Na dúvida, era seguir a multidão! 
Tinha como objetivo melhorar o meu tempo, algo abaixo dos 55 minutos. Pensei que tal seria possível, mesmo não conhecendo o percurso.

Bem que estava enganada!… Enquanto esperava no “meu spot”, na zona dos 50-60 minutos, vi imensa gente a “furar” para a frente, pessoas que de atletas não tinham nada!

Às 11h15 a prova começou. Sim, leram bem: 11h15! É normal existirem imensas provas ao fim-de-semana, sobretudo ao domingo, embora eu prefira provas ao sábado, sempre fico com o dia seguinte para descansar. No entanto, este horário surpreendeu-me.

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Comecei a correr a passo de caracol e a tentar desviar-me de todos os empecilhos que furaram para estar na linha da frente. Porquê? Porquê esta necessidade de estar em primeiro e incomodar as pessoas que estão lá para correr? Sim, porque ainda não tinha chegado ao primeiro quilómetro e já havia pessoas a caminhar. Para os menos informados, deixo o aviso: por norma existe sempre uma caminhada associada a uma corrida destas. Se calhar era melhor inscreverem-se aí!

Depois de dar uma de gazela e conseguir algum espaço para correr, estava a rolar ao meu ritmo normal quando entrámos no estádio. Foi o caos total! De corrida não tinha nada, parecia um dia de “visita ao Estádio”. Parou tudo para tirar fotos e beijar o relvado; alguns indivíduos chegaram inclusive a incomodar corredores, os agarrando pelos braços e pedindo para tirar fotos. Foi aqui que me apercebi que afinal esta era uma corrida para não correr. O meu ritmo baixou de uma média de 5m30 para uns lamentáveis 7m00.

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Depois do estádio e do posto de abastecimento, onde despejei uma garrafa pela cabeça abaixo tamanho era o calor que estava a sentir, consegui recuperar o ritmo e eis que chegou sem dizer nada a tal “falsa subida” que tanto me avisaram. Pois é, só dei por ela já ia a meio!

Foi mais ao menos aqui que comecei a ter dificuldades e a sentir as pernas pesadas, mas não parei e continuei a correr. Já só queria despachar isto e quando deslumbrei os arcos da meta tentei abrir a passada, mas não consegui compensar o tempo e atingir o meu objetivo.  

Não deu para atingir o objetivo mas serviu para perceber que ainda tenho muito que treinar para a Meia-maratona!

O registo da corrida da blogger do “Ele Cozinha, Ela Lava”

 

Pedro Alves

Pedro Alves