Correr ou brincar na neve?

Pedro Conde, Ivo Morais e Kaká Jesus, os três da equipa Beat Your Limit, desfrutaram acima de tudo do Trail Font Romeu (40 km/1900 D+), colocando em segundo (ou mesmo terceiro…) a competitividade. Acima de tudo, os três procuraram “brincar” de correr na neve.

 

A prova percorre as montanhas em redor de Font Romeu, passando por algumas pistas de esqui, lagos e barragens, sempre com o cenário branco como fundo! Paisagens que, mesmo com o tempo cinzento, são brutais! Uma das zonas com mais emoção foi descer uma pista de cor preta (na linguagem do esqui, de dificuldade máxima). Parar era quase impossível, a não ser que nos atirássemos para o chão. E mesmo assim demoraria um bom bocado…. Como essa opção não era muito recomendável, descemos a médias inferiores a 3 m/km em neve calcada e com pouca aderência. Adrenalina ao máximo!

A grande dificuldade da prova foi exatamente o oposto, ou seja, subir uma pista com inclinação média de 40% com aderência muito complicada. Foi duro chegar ao topo!!!

O resto da prova decorreu em estradões, estradas fechadas pela quantidade de neve e que são intransitáveis durante os meses de Inverno, e single tracks, sempre em cima de muita neve. Aliás, a prova tem o seu percurso 100% na neve!

A experiência de correr na neve

Sem dúvida que estarmos presente no Trail Font Romeu foi uma aposta ganha. A experiência foi fantástica e é muito diferente daquilo a que estamos habituados. Foram 5h00 de diversão nas brancas montanhas dos Pirenéus!

A experiência ainda se torna melhor quando estamos entre bons amigos e fazemos a totalidade do percurso juntos, na conversa, na brincadeira. Mas também em sofrimento…😊

Queria agradecer ao Ivo e ao Kaká por terem aceitado o desafio e pela companhia. Este é o espírito, aliás o mesmo espírito que rege os atletas da associação Beat Your Limit, a que pertencemos e que, à distância, não deixaram de enviar o necessário apoio e força!

O principal desta modalidade é desfrutar dos trilhos com os amigos, viver experiências, esse é o melhor prémio, é isso que fica na memória e só assim vale a pena e faz sentido!!!

LEIA A PRIMEIRA PARTE DA CRÓNICA DE PEDRO CONDE

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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