Carlos Castro correu a «Autêntica Maratona»

O brasileiro Carlos Castro tem no seu curriculum algumas das principais maratonas do Mundo, como Boston, Berlim, Amesterdão, Nova Iorque, Chicago, Disney, Buenos Aires, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e a Comrades (89 km), por quatro vezes. No entanto, nenhuma causou mais emoção que a “Athens Marathon. The Authentic”, que correu no último domingo.

 

No passado domingo, dia 12 de novembro, enquanto fazia o trajeto de autocarro de Atenas até a cidade de Maratona, não deixei de relembrar a histórica batalha que a localidade travou em 490 a.C., quando os gregos derrotaram os persas. Na ocasião, Fidípides correu 42 km entre Maratona e Atenas para comunicar a vitória aos seus pares. Após anunciar o triunfo com a célebre frase “Alegrai-vos, atenienses, nós vencemos!“, o herói acabou por morrer devido ao esforço.

Agora, séculos depois, estava ali eu para correr a “Autêntica Maratona”, como os gregos denominam esta singular prova, que contou com mais uma edição no passado domingo. No dia da corrida, centenas de autocarros saíram de diferentes pontos de Atenas, levando os corredores para o ponto de partida, na cidade de Maratona. De destacar a ótima organização: assim que cheguei ao ponto mais próximo da região onde fiquei hospedado, nos arredores de Acrópole, subi no autocarro e, em 5 minutos, já estava em movimento rumo à partida da “Athens Marathon. The Authentic”. O último autocarro deixou a capital grega por volta das 6h45.

Corredores recebidos com um simpático “kalimera”

Ao chegar ao estádio de Maratona, onde os corredores ficavam concentrados, fomos recebidos com um simpático “kalimera” (“bom dia”, em grego), proveniente de empolgados voluntários que nos cobriram com capas de plástico com o intuito de nos proteger do frio da manhã. Ao todo, estavam 15 mil corredores no recinto, corredores que partiriam em blocos a partir das 9h00, em intervalos de 5 minutos.

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O estádio é amplo e proporciona todas as facilidades para acolher o período de espera, altura em que nós, participantes, estamos ansiosos e esperamos pelo tiro do início da prova. Espraiámos no centro do recinto para aproveitar o Sol, mas também para alongar os músculos, tendo em vista o duro trajeto da corrida. Como som ambiente, a típica música grega, no ritmo da Zorba, intercalada com canções internacionais, “a la Despacito”. Ao mesmo tempo, a organização anunciava o posicionamento dos corredores na largada.

Dirigi-me tranquilamente para o meu bloco 30 minutos antes da partida. Depois de proferirmos em uníssono o juramento, todos partiram pontualmente às 9h00.

Leia amanhã a segunda parte da participação do brasileiro Carlos Castro na “Athens Marathon. The Authentic”

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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