Augusto Pinto Oliveira regressa ao “Parque de Diversões” do Ultra Trail Bont Blanc

Depois de ter concluído o UTMB no ano passado, Augusto Pinto Oliveira, que este ano terminou a Badwater 135 (leia aqui “Um carteiro, um vereador do Desporto, um guarda prisional e uma técnica de biblioteca terminaram a dura Badwater 135“), resolveu regressar ao Parque de Diversões do Trail mundial, desta vez para correr a TDS – 119 km (7 200m D+), que muitos acreditam ser mais exigente do que a prova principal (opinião partilhada pelo próprio). Com o objetivo de terminar a corrida com uma amiga, Augusto Pinto Oliveira teve uma batalha a cada quilómetro com o tempo, já que esteve muito próximo de ser desqualificado por diversas vezes devido as barreiras horárias, principalmente nos 50 quilómetros finais. Esta é a sua crónica (dividida em quatro partes, duas hoje, duas amanhã), no terceiro dia d’«A Semana do Ultra Trail Bont Blanc». 

 

Chamonix-Mont-Blanc é uma comuna francesa do departamento da Alta Saboia, na região de Ródano-Alpes, com uma população a rondar os 10 mil habitantes, população esta que triplica nos finais de agosto e no princípio de setembro com a presença de atletas de Trail e os seus acompanhantes. Chamonix ganha assim outra cor, já que milhares de atletas pintam as principais ruas da cidade, onde no seu centro encontra-se a estátua de Horace-Bénédict de Saussure em companhia do guia de montanha Jacques Balmat, que lhe aponta o cume do Monte Branco (Mont Blanc) onde o naturalista e geólogo suíço pretendia fazer experiências. Pelas ascensões que efetuou, Saussure é considerado por muitos como o fundador do alpinismo.

Pessoas dos quatro cantos do mundo fazem assim questão de vivenciarem um dos pontos altos do Trail mundial em Chamonix. Os vários dialetos, as várias culturas unem-se por este momento. A cada dobrar de esquina vê-se atletas que se distinguem dos não atletas pelas suas camisolas (a maior parte delas alusivas às diversas provas), pelo tipo de calçado e pelos diversos equipamentos. Esta cidade fervilha e recebe de braços abertos a comunidade do Trail, que é recebida com pompa e circunstância. 

Augusto Pinto Oliveira no cartaz o Ultra Trail dos Abutres

Podemos ainda conhecer todas as ofertas da modalidade, quer a nível de equipamento, quer a nível de provas. Vários pavilhões vindos dos quatro cantos do mundo apresentam os seus eventos, desde o Japão até à Austrália; provas em alta montanha até ao deserto, passando pela selva; provas que percorrem a Grande Muralha da China; provas entre os 100 e os 600 km; e provas em Portugal, no qual vários pavilhões presenteavam os transeuntes, desde as ilhas até ao continente. 

 

Pavilhão do Trilhos dos Abutres com Augusto Pinto Oliveira
Pavilhão do Trilhos dos Abutres com Augusto Pinto Oliveira

 

Para minha surpresa, os trilhos dos Abutres apresentavam a sua prova no qual uma fotografia minha fazia parte do cartaz do Ultra Trail dos Abutres.

É a segunda vez que venho ao UTMB. Na primeira vez corri os 170 km. Este ano, como não queria repetir o mesmo trilho, optei pelo TDS – 119 km, na minha opinião uma prova mais exigente, tanto a nível técnico como em relação ao desnível. Nesta prova, como tinha prometido à Esmeralda, fui em modo de acompanhante, em modo de força motivadora (quase em termos de brincadeira, já mencionei que um dia destes me dedico a acompanhar atletas que queiram fazer e concluir ultramaratonas com sucesso…).

 

Augusto Pinto Oliveira no cartaz do Ultra Trail dos Abutres
Augusto Pinto Oliveira no cartaz do Ultra Trail dos Abutres

 

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Pedro Alves

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