André Cabrita e Ricardo Jesus derrotaram as “Montanhas dos Gigantes”

Apesar das complicadas condições meteorológicas, André Cabrita e Ricardo Jesus conseguiram ser mais fortes que as “Montanhas dos Gigantes”, terminando a exigente Zimowy Ultramaraton Karkonoski. No dia seguinte ao término da exigente prova, um “treino” regenerativo de 12 km com esqui.

 

Depois do Sněžka, foi quase sempre a descer, novamente numa zona mais abrigada dos elementos. Cruzámos a fronteira e ainda corremos uns quilómetros dentro de território checo. Atravessámos uma estância de esqui, novamente através da floresta, que, aos poucos, foi perdendo a neve à medida que a meta se aproximava.

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Trilhos de gelo foram frequentes durante a prova de André Cabrita
Trilhos de gelo foram frequentes durante a prova de André Cabrita

Tanto eu como o Ricardo, apesar das dificuldades sentidas, conseguimos concluir a prova. A experiência de correr na neve foi fantástica, com paisagens lindíssimas, às quais a neve deu um encanto único. Ao longo de toda a prova sentimos o apoio de quem passava e da organização, apesar de muitas vezes não conseguirmos comunicar.

A prova está englobada num circuito chamado o Ultra Cup Poland, do qual fazem parte 10 lindíssimas corridas distribuídas por 4 eventos. Ficámos fãs da Polónia, com estadias em conta e uma cozinha saborosa e ideal para recuperar as energias.

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No dia seguinte à prova fomos experimentar, pela primeira vez, o esqui de fundo. Fizemos um percurso de cerca de 12 km por entre a floresta e com paragens em refúgios para recuperar as energias, com comidas e bebidas quentes. Ainda tivemos a oportunidade de ver uma queda de água, a única igreja de madeira de arquitetura escandinava fora da Escandinávia e de conhecer um pouco mais da Polónia até apanharmos o avião de regresso a Lisboa.

Seguramente, um destino de corrida a revisitar.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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