ALUT pretende dar a conhecer o Algarve através do Trail

Vaqueiros, Cachopo, Barranco do Velho e Salir são as localidades abordadas no segundo dia d´«A Semana da Via Algarviana», por onde vai passar grande parte do ALUT – Algarviana Ultra Trail, entre 30 de novembro e 3 de dezembro, primeira prova com 300 e tal quilómetros em Portugal e que atravessa o Algarve interior de uma ponta a outra. As fotos de Pedro Monteiro ilustram esta nova série de artigos.

 

4.º DIA: VAQUEIROS/CACHOPO (14, 88 km)
Por entrarmos na Serra do Caldeirão, o verde regressa em força, o que significa também mais sombra durante o caminho. Apesar da curta distância, a etapa não é fácil, já que há muitos desníveis. No entanto, o corpo parece estar a habituar-se aos dias de caminhada, pois no final da etapa, apesar das constantes subidas e descidas, não há contestação das pernas nem pedidos e exigências de repouso. Em Cachopo foi onde encontrámos o primeiro multibanco, algo a reter para quem pretende fazer a Via Algarviana, que já se encontra sinalizada, algo fundamental neste tipo de projetos, principalmente nas serras que a via atravessa. O sinal que identifica o caminho é facilmente identificável: um pau de madeira com um adesivo.

Dados técnicos:
Extensão: 14,88 km
Grau de Dificuldade: médio
Duração (aproximada): 4 horas
Relevo: acidentado
Altitude máxima: 407 metros

 

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5.º DIA: CACHOPO/BARRANCO DO VELHO (29,1 KM)
Em Cachopo aproveitámos para conhecer algumas destilarias de aguardente de medronho, algumas legais, outras nem por isso… Uma das principais atividades económicas da Serra do Caldeirão, juntamente com o mel, o queijo e a cortiça, é do medronho que dependem muitas famílias da região. No entanto, cautela com as provas – o teor alcoólico desta bebida ronda os 47º – porque a etapa é longa. Atenção à subida entre a Ribeira de Odeleite e Parizes, extensa, muito extensa… A chegada a Barranco do Velho é vista como uma bênção de Deus. O cansaço é notório e a vontade de comer mínima. No entanto, não deves negligenciar a alimentação, que deve ser rica em hidratos de carbono. Geralmente os almoços são sandes, fruta, água e chocolate. À noite, o ideal é comer um belo prato de massa, o que, no entanto, nem sempre é possível.

Dados técnicos:
Extensão: 29,1 km
Grau de Dificuldade: médio/alto
Duração (aproximada): 8 horas
Relevo: muito acidentado
Altitude máxima: 506 metros
Ressalva: possibilidade de dividir em dois setores mais curtos (Cachopo-Feiteira e Feiteira-Barranco do Velho)

 

PASSATEMPO ALUT – Algarviana Ultra Trail

 

6.º DIA: BARRANCO DO VELHO/SALIR (14,9 KM)
Aquando fizemos a Via Algarviana pela primeira vez, de bicicleta, ficámos com uma péssima ideia de Salir em termos de contacto humano e simpatia, uma sensação que voltou a imperar. Ou seja, como um mais um são dois, a conclusão é que Salir, apesar de ser um dos locais mais bonitos da via nesta primeira parte, acaba por não ficar na memória por bons motivos, pelo contrário. À saída de Barranco do Velho não deves deixar de tirar uma boa fotografia do moinho de vento da Eira de Agosto, onde podemos ver toda a exuberância da Serra do Caldeirão, que, aos poucos, cede o seu lugar ao Barrocal, zona localizada entre a faixa litoral e a serra. Esta etapa serve antes de tudo para recuperar forças para os próximos dias, já que o acumular de quilómetros começa a fazer-se sentir.

Dados técnicos:
Extensão: 14,9 km
Grau de Dificuldade: baixo/médio
Duração (aproximada): 5 horas
Relevo: muito acidentado
Altitude máxima: 515 metros

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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