Adidas Ultra Boost: um Ferrari nos pés… mas com conforto (PARTE I)

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O Ultra Boost da Adidas é um dos ténis do momento. A nossa CORREDORA ANÓNIMA Ana Golçalves já correu com eles. Aqui fica a sua opinião em duas partes (a segunda colocaremos ainda hoje). 

 

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É verdade que raramente a impressão à primeira vista consegue ser definitiva. Aos poucos, a nossa opinião altera-se e o que imaginávamos transforma-se em outra coisa qualquer, raramente para melhor, habitualmente para pior. Não foi o que aconteceu com o mais recente ténis de referência da Adidas, o Ultra Boost. À primeira vista imaginei umas sapatilhas de corrida confortáveis, leves, eficientes, ideais para correr no asfalto, embora com uma sola algo estranha, aparentemente desproporcionada face ao tamanho da parte superior do ténis.

Se, factualmente, a primeira impressão estava correta, com o decorrer das corridas percebi que nem tudo o que parece é, ou, pelo menos, não é só aquilo que parece. Confuso? Eu explico.

O teste que realizei aos Ultra Boost teve dois capítulos. O primeiro antes de uma lesão muscular, o segundo depois. Ou seja, este artigo já era para ter sido entregue há algum tempo, mas a verdade é que não queria dar uma visão “superficial” do ténis, pois, antes de ficar afastada das corridas durante cerca de dois meses, não tinha realizado o número de quilómetros suficientes que achava necessários para escrever, cerca de 136 km. Portanto, e 283 quilómetros depois, eis a minha opinião, resumida em uma frase: apesar do elevado preço (acima dos 160 euros), os Ultra Boost valem todos os euros gastos.

Estamos nitidamente no denominado mercado topo de gama. Comparando com o mundo dos carros, o Ultra Boost seria uma espécie de Ferrari. A verdade é que sentimos, quando corremos, toda a tecnologia despendida na sua criação e conceção, principalmente em termos de conforto e amortecimento, um dos itens principais do modelo, com a Adidas a salientar que as «cápsulas de energia» da tecnologia Boost, localizada na meia-sola a 100%, transmitem um maior retorno de energia aquando das nossas passadas.

É como se tivéssemos molas nos pés: ao mesmo tempo que amortecem, as cápsulas projetam o nosso pé para cima. E o Ultra Boost apresenta mais 20% dessas maravilhosas cápsulas do que os seus anteriores “primos”. Este amortecimento reativo proporciona nitidamente uma melhor resposta quando corremos…

É verdade que, em termos de design, o ténis poderá não agradar a todos, já que a sola acaba por ser maior do que o próprio ténis, o que causa uma certa estupefação ao primeiro olhar (sempre o primeiro olhar…). No entanto, não estamos aqui para julgar a moda, mas a sua funcionalidade, e a dedução que tiramos é que essa “sola gigante” acaba por nos oferecer a nós, corredores, um ténis mais equilibrado e, acima de tudo, estável.

Aliás, a estabilidade, a par com o conforto e o elevado amortecimento, é uma das três “paredes mestras desta nova casa” da Adidas, uma casa onde os pés de todos corredores gostariam de habitar. Esta estabilidade é proporcionada, segundo a marca, pela tecnologia “Torsion System” (aliás, este ténis é um mundo de nomes e tecnologias: Strech Web, Aramis, Primeknit, Boost, etc.).

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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