Adidas Ultra Boost: é possível correr com um “Ferrari”… (PARTE II)

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Ana Gonçalves correu com o Ultra Boost da Adidas e, ignorando o seu design, ficou francamente agradada, principalmente os seus pés. Após cerca de 400 quilómetros de treinos, conheça a sua avaliação final (leia aqui a primeira parte da sua análise).

 

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Quando corremos com o Adidas Ultra Boost não sentimos que temos umas sapatilhas de corrida, mas um cómodo calçado que utilizamos durante o fim-de-semana (geralmente os sapatos utilizados durante a semana não primam pelo conforto…). Os nossos pés são envolvidos por um material invulgar e isso significa muito nos ténis de corrida. Este “bem-estar” deve-se à parte superior do Ultra Boost, com um material muito ligeiro, elástico, flexível e transpirável, que se adapta perfeitamente aos nossos pés.

Não se deixe iludir com a primeira impressão em relação aos materiais visíveis, que parecem algo frágeis. Com quase 400 quilómetros de estrada, a verdade é que estas superiores sapatilhas ainda parecem novas, o que demonstra a sua resistência, algo fundamental tendo em conta o preço que custam (seria frustrante pagar entre 160 e 180 euros e, cinco meses depois, termos de substituí-los).

Outro dado a assinalar é o Ultra Boost ser dirigido para o asfalto. Não se aventure pelo trail, poderá ter uma surpresa indesejada, já que a sua sola não apresenta grandes trações, embora não desiluda no asfalto molhado, mas também não deslumbre (um detalhe a ser melhorado, já que muitas das principais provas mundiais são realizadas na Primavera e no Outono, época de chuva).

A Adidas considera o Ultra Boost as melhores sapatilhas de corrida de sempre. Evidentemente que esta afirmação acaba por condicionar a nossa opinião, principalmente devido à “arrogância”. No entanto, tenho de admitir, a nova criação da marca alemã é realmente impressionante. O conforto é magistral e a tecnologia Boost a 100% na meia-sola tornam o ato de correr em puro prazer, trazem uma nova dinâmica ao running.

Em conclusão: é possível conduzir um Ferrari, mas o conforto fica sempre aquém do desejado, já que a aerodinâmica invariavelmente dita as suas leis. No caso em particular do Ultra Boost, é possível correr com um “Ferrari” nos pés, mas com um conforto que não temos no automóvel. Confesso que os ténis me impressionaram e que a primeira impressão foi superiormente suplantada. O seu equilíbrio e estabilidade são realmente algo significativo, assim como o amortecimento, talvez o principal dado a reter dos muitos que apresenta.

O Ultra Boost da Adidas cumpre na perfeição com os seus intuitos e oferece de vez um ténis que deve ser encarado com imenso respeito pelos corredores, mas também pela concorrência.

Apesar do preço…

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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