A importância de ambicionar metas realistas

nelsonmanchete

Depois da “apresentação“, Nelson Graça escreve sobre a motivação, mas também sobre as “desculpas” que os corredores inventam para não treinar, o que acarreta evidentemente maus resultados…

 

Faça um LIKE na nossa página. Só assim poderemos continuar com o nosso trabalho. Obrigado! 

 

Um dos grandes problemas do corredor reside na falta de motivação para treinar. São muitos os que procuram arranjar desculpas: «Hoje estou cansado»; «Amanhã compenso com mais uns quilómetros»; «O despertador não tocou»; «Está vento/ a chover».

As desculpas tornam-se frequentes e os desafios que se desejava atingir, tais como um recorde pessoal nos 10 km de estrada ou realizar uma ultra de 60 km, ficam na realidade mais longe das nossas reais capacidades, entrando-se num ciclo de desmotivação e desilusão.

Isto porquê? Simplesmente escassez de motivação.

Há sempre tempo para treinar quando se têm objectivos bem definidos e existem muitos exemplos de corredores que enfrentam esse dilema e são obrigados a treinar em horários menos próprios. Contudo, conseguem atingir o êxito nos seus desafios, pois encontraram forças nas dificuldades para se auto-superar, para se motivar.

Acima de tudo, tem que existir dedicação, disciplina e muito gosto pela actividade praticada. Se não há auto-disciplina, método e orientação no treino, o corredor deverá procurar conselhos de atletas mais experientes (eu também o faço) ou tentar encontrar um treinador para programar devidamente os treinos consoante os desafios a atingir.

Também é importante não perder o desportivismo e não deixar que o excesso de motivação e confiança prejudique a obtenção do êxito, causando sobre-treino e, futuramente, problemas de saúde mais graves.

Não interessa quem começa, mas sim quem acaba. Isso sim é imprescindível! Para tal, é necessário estabelecer objectivos realistas, com margem temporal suficiente para os realizar e encontrar motivação junto dos familiares, amigos e companheiros de treino. Nunca se deve estabelecer demasiados objectivos a curto prazo.

Em suma, as pessoas que atingem os seus objectivos são movidas pela disciplina nos seus treinos, planeiam e trabalham as bases durante um longo período de tempo, estabelecem metas realistas e são optimistas, não se deixando ir abaixo por um fracasso casual.

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos