Dos exagerados 25 km para uma convincente vitória nos 160 km de Oh Meus Deus

João Rodrigues fez a sua estreia numa prova de 100 milhas, concretamente no Oh Meus Deus – Ultra Trail Serra da Estrela (162,730km, com D+ 8.325m). Logo na sua primeira participação, alcançou a vitória, com o tempo de 22h32m07. Em 2014, o nosso cronista achava que uma prova de 25km já era demasiado… Hoje o mesmo descreve como foi “parar” à prova, com a crónica da corrida a ser publicada na terça-feira.

 

Foi em outubro de 2014 que me iniciei no Trail, após fazer cicloturismo e BTT com amigos. Na altura, achava que uma prova de 25km já era demasiado. No entanto, como acontece a qualquer praticante da modalidade, rapidamente ficamos viciados em aumentar a distância…

No meu caso foi sempre aos poucos: 25km, 35km, 50km, 65km, etc. Só passava para o patamar acima após fazer quatro ou cinco provas de uma distância, após encontrar o meu limite (ainda não sei qual é…).

Em 2015 participei no Circuito Nacional de Ultra Trail e, em 2016, fiz o Circuito Nacional de Endurance, onde tive alguns percalços. Tive de aprender a correr provas de 100km e fazer uma gestão sobre qual seria o ritmo ideal, a alimentação, o clima, etc.

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A prova Oh Meus Deus – Ultra Trail Serra da Estrela começou a ser uma realidade em novembro de 2016, apesar de ter este ano o Circuito Nacional de Endurance. As datas eram apertadas, pois antes tinha o MIUT 115km, a 21 de Abril, e o ETG 109km, a 20 de Maio.

Mas decidi arriscar e, no início de dezembro, começou a minha aventura, com treinos e mais treinos, tudo com objetivo de chegar ao MIUT na máxima força. Depois era fazer só manutenção, sem carga excessiva, até ao Oh Meus Deus – Ultra Trail Serra da Estrela.

Ao olhar para trás, só posso estar “super-feliz”, pois o plano delineado superou as minhas expectativas, «a realidade superou o sonho».

PASSATEMPO
Corra a prova mais longa de Portugal

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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