Vencedores do passatempo Ultra LouzanTrail temem altimetria e calor

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Gisela Almeida, de 32 anos, e Hugo Teixeira, de 37 anos, foram os vencedores do passatempo Ultra LouzanTrail 2016 (45 km), oferecido pela Salomon. Os dois estarão assim na linha da meta da prova organizada pelo Montanha Clube Trail Running, no próximo dia 19 de junho. Conheça as duas frases vencedoras, mas também leia uma pequena entrevista com ambos…

 

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A frase que colocou Gisela Almeida na linha da meta da Ultra Louzan Trail 2016 foi a seguinte:

«Na Ultra Louzan Trail quero participar, respirar o ar puro e absorver com todos os meus sentidos a beleza da Serra da Lousã, nesta aventura não dispenso as minhas Salomon! Sê LIVRE e VIVE o melhor que a vida tem para te dar, sê Ultra com os “Corredores Anónimos”!»

Hugo Teixeira enviou a seguinte frase:

«Equipado com Salomon quero ir ao Ultra Louzan Trail
partir corredor anónimo
sofrer como só eu sei
para que nunca desista
e acabar no “corredores anónimos”
como capa de revista»

louzan

 

Aqui fica uma pequena entrevista com os dois vencedores:

 

 

O que significa o Trail para si?

GISELA ALMEIDA

O meu gosto pela corrida surgiu muito cedo, no âmbito do desporto escolar, começando por correr na modalidade de corta-mato. Nos últimos anos tenho realizado essencialmente provas de atletismo de estrada. O contexto vivencial também ajuda em muito ao gosto e descoberta do Trail, uma vez que sou natural de Arganil e desde cedo me habituei às longas caminhadas pelos trilhos da Serra! Neste contexto de significativo e emotivo, o Trail permite-me aliar a paixão da corrida com o enorme gosto que tenho por explorar os trilhos da Natureza. Em suma, defino o Trail como aventura, dedicação, respeito pela envolvente da Natureza, desportivismo, espírito de sacrifício e evasão!

HUGO TEIXEIRA

O Tail (e a corrida em geral) tem bastante significado na minha vida hoje em dia, pois uso-os com diferentes propósitos (sem particular ordem ou prioridade): faz-me “desligar a ficha” do dia-a-dia e, ao mesmo tempo, ajuda a organizar ideias; mantém-me fisicamente activo, contribuindo em boa parte para que tenha uma vida saudável; a procura constante por novos objectivos desportivos; a satisfação de cortar a meta depois de provas duras com desempenho positivo (é uma “droga” que dura dias e sabe muito bem!); a convivência com pessoas que partilham o nosso gosto pela corrida (em Trail ou na estrada); a troca de experiência e conhecimento; as novas amizades, principalmente daqueles que antes admirávamos ao longe.

 

 

Qual a sua experiência no Trail?

GISELA ALMEIDA

Na competição, esta será a minha primeira grande aventura. Contudo, tive oportunidade de, em contexto individual e de treino complementar ao ciclismo (desporto que tenho praticado nos últimos anos), de trilhar as encostas da Serra de Arganil, da Serra da Estrela e da Serra da Lousã. Sempre achei que uma prova competitiva de Trail não seria para mim! Até ao dia em que se resolve tentar e tirar o maior partido da experiência!

HUGO TEIXEIRA

Tenho muitas!

 

 

A prova que mais recorda?

GISELA ALMEIDA

A prova de atletismo que recordo com muito significado desportivo, pessoal e emotivo foi a Meia-maratona de Lisboa, em Março de 2015. Esta foi a minha primeira prova longa de estrada num ambiente de milhares de atletas em que recordo a passagem da Ponte 25 de Abril como avassaladora, de cortar a respiração! O contexto “natural” é distinto daquele que encontro numa encosta da Serra da Estrela, por exemplo, mas considero que a multiplicidade de experiências me tem permitido crescer como atleta completa e versátil.

HUGO TEIXEIRA

A que melhor recordo foi a participação no CCC – UTMB 2015, apesar de o resultado final ter ficado aquém das expectativas e da preparação que tinha. Marcou-me porque adquiri novos hábitos de treino fazendo uma preparação orientada que começou meses antes. O ambiente que envolve a prova é fantástico. Chamonix é a capital mundial do Trail nessa semana. Por fim, correr naquele cenário é indescritível! Todas as fotos e vídeos que possamos ver só retratam uma pequena parte da experiência que é estar e correr lá.
Conto regressar um dia, quem sabe para o UTMB ou para melhorar o tempo que fiz no CCC.

 

 

Porque a Ultra LouzanTrail?

GISELA ALMEIDA

Em primeiro lugar por se desenrolar num ambiente natural que me é muito querido e familiar. Não posso deixar de referir a importância de se tratar de uma prova de referência no contexto do Trail nacional, com toda a qualidade e segurança organizativa que lhe está subjacente.

HUGO TEIXEIRA

Quero regressar ao Ultra LouzanTrail para voltar a divertir-me nos trilhos menos conhecidos da Lousã. Estive na edição de 2015 e gostei bastante. Prova interessante, é-nos dada oportunidade de conhecer novos locais da serra, com paisagens diferentes às que estamos habituados na zona, com lama, chuva e frio (UTAX e Abutres).

 

 

Quais dificuldades espera encontrar?

GISELA ALMEIDA

Espero encontrar dificuldades no que se refere à altimetria da prova e, claro, tratando-se de um contexto de Serra, tenho de estar ciente das dificuldades climatéricas que poderão advir no decorrer da mesma, apesar de se realizar no mês de junho. Pretendo estar fisicamente preparada mas essencialmente com muita força mental e foco para lidar com as dificuldades. No fim da prova direi se as expectativas foram concretizadas. Não existem impossíveis e muito menos fórmulas mágicas! Vale sim é partir à aventura…

HUGO TEIXEIRA

A principal dificuldade que receio encontrar é o calor. Em 2015 esteve muito calor e a passagem em trilhos abertos e expostos ao sol foi dura.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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