Dupla feminina da Jamaica homenageia Usain Bolt nos Jogos Olímpicos de Inverno

Campeã mundial nos 4×100 metros em 2013, Carrie Russell vai fazer parelha com Jazmine Fenlator-Victoriany (também fez parte da sua carreira desportiva no Atletismo) nos Jogos Olímpicos de Inverno, com início agendado para sexta-feira, dia 9 de fevereiro, em Pyeongchang, na Coreia do Sul. Ambas representarão a Jamaica na disciplina de bobsleigh, cujo alcunha do “trenó” é “Mr. Cool Bolt”.

 

“Mr. Cool Bolt” é evidentemente uma homenagem ao homem mais rápido do Mundo, o jamaicano Usain Bolt, mas também uma referência ao filme «Cool Runnings» («Jamaica Abaixo de Zero», em Portugal), uma comédia que homenageou a primeira equipa jamaicana presente em um Jogos Olímpicos de Inverno, concretamente em Calgary 1988 e curiosamente também no bobsleigh.

A homenagem das jamaicanas a Usain Bolt
A homenagem das jamaicanas a Usain Bolt

Depois de representar os Estados Unidos na mesma disciplina nos Jogos Olímpicos de Socchi, em 2014, terminando na 11.ª posição ao lado de Lolo Jones, Jazmine Fenlator-Victoriany, cujo pai é jamaicano, resolveu vestir o uniforme da Jamaica, recrutando para a sua aventura Carrie Russell, campeã mundial nos 4×100 metros em Moscovo 2013.

Na sua conta do Twitter, a ex-norte-americana lançou alguns desafios para grandes nomes da velocidade feminina da sua nova pátria, como foram os casos de Shelly-Ann Fraser-Pryce e Elaine Thompson, ambas campeãs olímpicas. O desafio era ambas participarem dos Jogos Olímpicos de Pyeongchang.

 

Os desafios lançados por Jazmine Fenlator
Os desafios lançados por Jazmine Fenlator-Victorian

 

Sétimo lugar no Mundial para Jazmine Fenlator-Victorian e Carrie Russel

Na sua primeira competição de grande importância, Carrie Russell e Jazmine Fenlator-Victorian alcançaram o sétimo lugar no Mundial da modalidade, um resultado que espantou o meio e que aumentou a esperanças das duas atletas, que pretendem colocar os seus nomes na História dos Jogos Olímpicos, como fizeram os seus compatriotas, Dudley Stokes, Devon Harris, Samuel Clayton e Michael White, em 1988 (devido a um acidente durante a prova, não terminaram a corrida).

Como curiosidade, refira-se que Portugal participou pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Inverno em 1952, com Duarte Silva, no esqui alpino, regressando precisamente em 1988, com duas equipas de dois (António Reis/João Poupada e Jorge Magalhães/João Pires) e uma de quatro (António Reis / João Poupada / João Pires / Rogério Bernardes) na disciplina de… bobsleigh.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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