Uma milha por dia [1,6 quilómetros], não sabes o bem que te fazia…

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Já reformada, Elaine Wyllie, ex-professora primária, olha para o passado com orgulho, já que foi a grande responsável por um programa que está a mudar a vida de milhares de jovens nas ilhas britânicas, o denominado “A Milha Diária” (“Daily Mile”), um programa que coloca os mais novos a correr 1,6 km por dia.

 

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Quando era professora na Ninians Primary School, em Stirling, na Escócia, Wyllie olhava pela janela o parque do lado da escola. Muitas vezes perguntou para si própria se os seus alunos não estariam melhor lá fora do que na sala de aula.

Anos depois, já como diretora do recinto educativo, um voluntário lhe comunicou que os alunos da escola estavam fora de forma (cerca de 40% dos jovens britânicos entre 11 e 15 anos têm sobrepeso). Foi o momento da mudança, concretamente em 2012, quando Wyllie decidiu levar os seus alunos para a rua, para o parque que via aquando era professora.

«Fomos todos para a rua (…) Uma volta ao parque era um quarto de milha. Eles tinham 10 anos e nenhum conseguiu completar uma volta, todos terminaram exaustos», afirmou.

No dia seguinte, nova experiência no parque, já que todos gostaram de estar na rua. Pouco tempo depois, a experiência foi aberta a todos os anos. E a “febre” acabou por contagiar o país, muito devido aos seus resultados.

«Após um mês, todos estavam transformados, já conseguiam correr uma milha [1,6 quilómetros], ou seja, quatro voltas ao parque (…) O objetivo é correr, mas podem andar, saltar, etc. (…) Mas não é deporto, é saúde.»

Nos nossos dias, “A Milha Diária” abarca mais de 600 escolas na Escócia e mais de 200 na Inglaterra e nos Países de Gales, sendo que os escoceses devem implementar em breve a corrida no Sistema Educativo. Mas também já há escolas da Bélgica, Polónia, Itália e Holanda a promoverem este curioso programa, que começou há alguns anos, com uma professora a olhar para a vista de uma janela…

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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